O Fiat Minas Gerdau tinha um 13 a 10 desfavorável diante do Sada Cruzeiro no tie-break no jogo 2 da final da Superliga masculina de vôlei. Contando com erros do adversário e também mostrando poder de reação, o time de BH se colocou novamente na disputa ao virar o placar e vencer a partida para empatar a série decisiva.

No próximo domingo, dia 8, às 10h10, o clássico mineiro volta a acontecer no ginásio do Sabiazinho, com os dois times deixando tudo o que podem dentro de quadra para fechar a a temporada com o título nacional. 

Abaixo, o Super.FC elenca cinco pontos que o Minas precisa se apoiar para virar a série diante do rival e jogar pra longe um tabu sem título da Superliga que já dura 15 anos

1.Leandro Vissotto: aos 39 anos recém-completados, o oposto mostrou seu poder de decisão no momento mais importante da temporada para comprovar estar recuperado de lesão recente no ombro. Nas semanas anteriores, Vissotto ficou de fora de boa parte dos jogos, atuando somente por poucos minutos. Foi no jogo 2 que ele entrou como titular para ser decisivo e deixar a quadra com 31 pontos, sendo o grande nome do jogo.

O entrosamento com o levantador William pode ser uma arma de suma importância para Vissotto voltar a corresponder bem nos ataques e trazer o título para BH.

2. Força do banco de reservas: nos dois primeiros jogos da final, o Minas viu jogadores suplentes corresponderem. O central Kelvi, de 20 anos, foi titular nas duas partidas para mostrar que estava preparado para dar conta do recado em qualquer situação. O jogador mostrou personalidade para dar sua dose de contribuição, com 60% de aproveitamento nas viradas de bola e três aces.

Outro que correspondeu ao chamado foi o ponta Arthur Bento, de apenas 17 anos, que não sentiu a pressão. Em momento de oscilação de Leozinho na partida, Bento entrou para mostrar que tem sede por uma oportunidade em um momento como este. 

3. Nery Tambeiro: o técnico do Minas foi estrategista e preciso para fazer a diferença no resultado final. Vendo que o quarto set estava todo do lado celeste, ele tirou William e Vissoto de quadra, preservando a dupla para o tie-break que se aproximava. Deu chance também para Bento atuar no quarto set e sentir a atmosfera de uma decisão, sem pesar responsabilidade sobre o garoto, que foi mantido como titular no quinto set, entrando neste momento da partida mais solto e seguro. 

4. Crença no potencial: O ponta Leozinho citou este fator como importante para a virada do Minas. A equipe nunca deixou de acreditar que poderia incomodar um time de maior investimento, correndo atrás de um gigante, que foi batido por méritos dos minastenistas. Independentemente da situação, o clube da Rua da Bahia acredita que o 'impossível' pode acontecer. A virada no tie-break após estar atrás com um 13 a 10 é um belo resumo desta situação.

5.Recepção: Com dois dos melhores passadores de toda a temporada (líbero Maique e ponta Honorato), o Minas se apega a esse fundamento para que os passes cheguem 'redondos' na mão de William, facilitando o trabalho do levantador na hora de distribuir as jogadas. Com o passe na mão, o "Mago" terá tranquilidade para usar e abusar das suas opções de ataque.