UM CESSAR-FOGO?

Biden diz que é possível uma trégua em Gaza "amanhã" se o Hamas liberar os reféns palestinos

Presidente dos EUA admitiu possibilidade depois de evitar o assunto por três vezes no dia anterior

Por Agências
Publicado em 11 de maio de 2024 | 18:15
 
 
 

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou neste sábado (11) que um cessar-fogo na guerra entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza seria possível até mesmo "amanhã" se o grupo islamista libertasse seus reféns.

"Haveria um cessar-fogo amanhã se o Hamas libertasse os reféns", disse Biden em um evento de angariação de fundos nos arredores de Seattle, na casa de um ex-executivo da Microsoft, depois de evitar o assunto em três eventos semelhantes na sexta-feira.

"Israel disse que cabe ao Hamas, se eles quiserem fazer isso, poderíamos encerrar amanhã. E o cessar-fogo começaria amanhã", declarou Biden ao público de cerca de 100 pessoas.

O presidente levantou a questão após advertir Israel na quarta-feira que ele deixaria de fornecer projéteis de artilharia e outras armas se suas forças atacassem a cidade de Rafah, no sul de Gaza, ao lamentar o fato de civis terem sido mortos pelo lançamento de bombas americanas.

"Se eles entrarem em Rafah, não vou fornecer as armas usadas... para lidar com as cidades", assegurou Biden em entrevista à CNN. "Nós não vamos fornecer as armas e os projéteis de artilharia que forem usados."

Até agora, Hamas e Israel não conseguiram chegar a um acordo de cessar-fogo, apesar de repetidas rodadas de negociações indiretas.

Cerca de 250 pessoas foram capturadas e levadas para a Faixa de Gaza em 7 de outubro, quando militantes do Hamas atacaram o sul de Israel.

Autoridades israelenses dizem que 128 delas ainda estão cativas no território palestino, incluindo pelo menos 36 que estão mortas.

O ataque do Hamas resultou na morte de mais de 1.170 pessoas, principalmente civis, de acordo com um levantamento da AFP com base em números oficiais israelenses.

Na campanha militar retaliatória de Israel em Gaza, pelo menos 34.971 pessoas foram mortas até agora, a maioria mulheres e crianças, segundo o ministério da saúde do território controlado pelo Hamas.

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