O Hamas confirmou neste domingo (31/08) a morte de Mohamed Sinwar, seu suposto líder em Gaza, mais de três meses após Israel alegar que o matou em um bombardeio.
Imagens divulgadas no sábado (30/08) pelo grupo islamista palestino mostraram Sinwar ao lado de outros líderes políticos e militares, considerados "mártires do conselho militar".
O dirigente palestino era o irmão mais novo de Yahya Sinwar, considerado o principal estrategista do ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, que iniciou a guerra em Gaza.
Analistas afirmam que Mohamed Sinwar assumiu o comando do braço armado do Hamas, as Brigadas Ezedin al Qasam, após a morte de Mohamed Deif.
No início de junho, Israel afirmou ter identificado o cadáver de Mohamed Sinwar por meio de exames de DNA, em um túnel sob o Hospital Europeu de Khan Yunis, no centro do território.
A descoberta ocorreu semanas após o Exército israelense informar que havia "eliminado" Sinwar em um ataque aéreo em 13 de maio, na localidade.
O ataque do Hamas contra o sul de Israel em 7 de outubro de 2023 matou 1.219 pessoas, a maioria civis, segundo uma contagem baseada em dados oficiais.
Das 251 pessoas sequestradas naquele dia pelo Hamas, 47 continuam em cativeiro em Gaza, das quais 27 teriam falecido, segundo o Exército israelense.
Em Gaza, as represálias israelenses mataram mais de 63,3 mil pessoas, a maioria civis, segundo dados do Ministério da Saúde do território palestino, governado pelo Hamas, considerados confiáveis pela ONU.