ex-primeiro-ministro

Boris Jonhson vira colunista de tabloide conservador britânico

Na semana passada, Johnson teve de renunciar ao cargo de deputado após um relatório parlamentar considerá-lo culpado de mentir deliberadamente ao Parlamento

Por Agências
Publicado em 16 de junho de 2023 | 16:13
 
 
 

O futuro político de Boris Johnson pode ser incerto, mas sua carreira na mídia está garantida: o ex-primeiro-ministro britânico foi contratado como colunista do jornal conservador Daily Mail nesta sexta-feira (16), em um polêmico retorno ao jornalismo.

Este tabloide é conhecido por seus ataques de alto nível a ambientalistas, migrantes e ao príncipe Harry, além de sua defesa ferrenha do Brexit. Defendeu o ex-líder conservador durante todo o "Partygate", o escândalo de festas ilegais realizadas em Downing Street durante os confinamentos, o que contribuiu para sua renúncia como primeiro-ministro em julho passado. 

Na semana passada, Johnson também teve de renunciar ao cargo de deputado após um relatório parlamentar considerá-lo culpado de mentir deliberadamente ao Parlamento.

Um dia depois que o relatório foi divulgado, o Daily Mail afirmou em sua primeira página que havia recrutado um misterioso "novo colunista erudito", cujas palavras serão esperadas "em Westminster e em todo o mundo".

Posteriormente, confirmou que se trata de Johnson, que publicará uma coluna todos os sábados a partir desta semana.

Ele já adiantou que o primeiro será dedicado às suas experiências com um inibidor de apetite, quando estava no poder e queria remediar seus problemas de sobrepeso. 

Esperava “parar de ir à geladeira às 23h30 para comer queijo cheddar e chouriço regados com meia garrafa de vinho”, escreve, reconhecendo, no entanto, que foi em vão.

Para Johnson, que completa 59 anos na segunda-feira e está prestes a ter seu oitavo filho, essa atividade representará uma fonte de renda confortável. O site "Politico" diz que ele ganhará centenas de milhares de dólares com isso, o que se somará aos milhões que ganhou dando palestras desde que deixou Downing Street.

Mas sua contratação foi imediatamente criticada pela comissão encarregada de fiscalizar a contratação de ex-funcionários públicos no setor privado, para evitar conflitos de interesse. 

A comissão alegou não ter sido notificada a tempo. 

"Um pedido recebido 30 minutos antes de uma nomeação ser anunciada é uma clara violação das regras", disse uma porta-voz, observando que a agência pediu uma explicação a Johnson. 

Antes de se dedicar à política como prefeito de Londres e ministro de vários governos, ele trabalhou durante anos como jornalista.

Graças a conexões familiares, ele estagiou no The Times, de onde foi rapidamente demitido por alterar declarações. 

Em 1989, foi nomeado correspondente em Bruxelas do Daily Telegraph, antes de se tornar colunista político em Londres desse jornal também conservador e da revista The Spectator. (AFP)

Notícias exclusivas e ilimitadas

O TEMPO reforça o compromisso com o jornalismo profissional e de qualidade.

Nossa redação produz diariamente informação responsável e que você pode confiar. Fique bem informado!