Crime

Eurodeputada grega Eva Kaili é presa e indiciada por corrupção

O Ministério Público belga não forneceu nomes ao anunciar a prisão preventiva de quatro das seis pessoas detidas nas últimas 48 horas

Por Agências
Publicado em 11 de dezembro de 2022 | 12:14
 
 
 

A eurodeputada grega Eva Kaili, uma das vice-presidentes do Parlamento Europeu, e três outras pessoas foram indiciadas e mantidas sob custódia neste domingo (11), na Bélgica, no âmbito de uma investigação sobre corrupção relacionada ao Catar, informou uma fonte judicial à AFP.

O Ministério Público belga não forneceu nomes ao anunciar a prisão preventiva de quatro das seis pessoas detidas nas últimas 48 horas.

Quatro pessoas foram enviadas para a prisão depois de serem acusadas por um juiz de instrução de Bruxelas por participação em organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção, informou o MP em um comunicado. Outras duas pessoas foram liberadas.

Uma fonte judicial próxima ao caso, que pediu anonimato, disse à AFP que a eurodeputada grega está entre as quatro pessoas presas.

A deputada e ex-apresentadora de televisão, de 44 anos, não pôde se beneficiar da imunidade parlamentar uma vez que foi presa "em flagrante delito", segundo a mesma fonte.

A fonte confirmou informações da imprensa que afirmaram que Kaili transportava "sacolas de notas" na noite de sexta-feira quando foi detida pela polícia belga.

O promotor federal também anunciou que uma busca na casa de um segundo eurodeputado, o belga Marc Tarabella, foi realizada na noite de sábado.

A casa de Kaili em Bruxelas foi revistada na noite de sexta-feira.

Neste caso, "há suspeita de pagamento de somas substanciais de dinheiro ou presentes significativos a terceiros com posição política e/ou estratégica dentro do Parlamento Europeu para influenciar decisões" desta instituição, segundo o comunicado do MP.

Entre os seis suspeitos detidos na sexta estavam o ex-parlamentar italiano Pier-Antonio Panzeri e o secretário-geral da Confederação Sindical Internacional (ITUC) Luca Visentini, também italiano. 

Segundo a imprensa belga, o próprio pai de Kaili foi localizado com uma grande quantia em dinheiro em uma mala.

O escândalo explodiu em plena Copa do Mundo no Catar, que luta para refutar as acusações de desrespeito aos direitos humanos dos milhares de migrantes que trabalharam na construção dos estádios. 

Kaili viajou ao Catar no início de novembro, onde elogiou, ao lado do ministro do Trabalho do Catar, as reformas do emirado neste setor.

No sábado à noite, a presidente da Eurocâmara, a maltesa Roberta Metsola, já havia decidido por uma primeira sanção contra Kaili e a destituiu das funções que havia delegado, inclusive de representá-la na região do Oriente Médio.

Eurodeputados de esquerda pediram a renúncia de Kaili, que foi removida na sexta-feira do partido socialista grego (Pasok-Kinal). (AFP)

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