Inglaterra

Mulher com esquizofrenia morre em apartamento, e corpo é achado 3 anos depois

Laura Winham tinha esquizofrenia, lutava para cuidar de si mesma e se afastou de sua família

Por O TEMPO
Publicado em 30 de janeiro de 2023 | 11:12
 
 
 
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O corpo de Laura Winham, 38, foi encontrado pela polícia e parentes em seu apartamento após ela passar três anos e meio morta no local. O caso ocorreu em Surrey, no sudeste da Inglaterra, em maio de 2021 e, só foi divulgado no último sábado 28.

Segundo o The Guardian, o corpo da britânica foi encontrado em "estado mumificado, quase esquelético". Após a análise de registros dentários, os advogados da família informaram que ficou evidente que ela faleceu em novembro de 2017.

Em depoimento à polícia, a família alega que a vítima foi "abandonada e deixada para morrer" pelo NHS, a rede de saúde pública do Reino Unido e pelos serviços de assistência social.

Os familiares afirmam ainda que os profissionais perderam diversas chances de salvá-la ao negligenciar seu bem-estar antes de sua morte e por não realizar visitas de rotina que poderiam ter levado à descoberta de seu corpo.

À BBC, os parentes de Laura explicaram que não conseguiram contato com a vítima devido às leis de privacidade britânicas. Já que a mulher, que sofria de esquizofrenia, se recusou a manter contato com eles por acreditar que eles estavam tentando prejudicá-la.

“É de partir o coração pensar em como ela viveu em seus últimos anos, incapaz de pedir ajuda, sem ninguém por perto, é simplesmente trágico,” disso Nicky Winham, irmã de Laura, ao The Guardian. 

“Sempre esperamos que ela melhorasse com ajuda profissional e que um dia nosso contato fosse retomado. Nunca acreditamos por um segundo que acabaríamos encontrando-a morta no chão depois de tanto tempo deitada sem que ninguém soubesse”, completou.

O caso está sendo investigado pela Justiça britânica.

Caso é semelhante ocorreu em Londres

Sheila Seleoane, de 58 anos, vivia no local sozinha e faleceu em agosto de 2019, mas somente em fevereiro de 2022 o corpo dela foi localizado.

Sheila não tinha amigos nem familiares que procuraram pelo paradeiro dela durante os dois anos e meio em que permaneceu desaparecida.
 

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