GUERRA

Prazo para deixar norte de Gaza acaba, e cidades do sul de Israel são esvaziadas

A cidade israelense de Sderot, por exemplo, a menos de 4 km de Gaza, está retirando seus últimos moradores

Por Agências
Publicado em 15 de outubro de 2023 | 10:45
 
 
 

O conflito entre Israel e Hamas chega a seu nono dia neste domingo (15) sob a expectativa de uma invasão terrestre de Tel Aviv na Faixa de Gaza, território palestino regido pelo grupo terrorista onde vivem mais de 2,3 milhões de pessoas.

"Soldados e batalhões das IDF (Forças de Defesa de Israel) estão implantados em todo o país e estão aumentando a prontidão operacional para as próximas etapas da guerra, com ênfase em operações terrestres significativas", disse o exército em um comunicado, acrescentando que isso incluiria não só os ataques por terra como também aéreos e marítimos e cobriria um "campo de combate expandido".

Enquanto o novo prazo que o Exército israelense havia dado para palestinos deixarem o norte de Gaza se esgotava, cidades do sul de Israel terminavam de ser esvaziadas em uma operação apoiada pelo governo.

A cidade israelense de Sderot, por exemplo, a menos de 4 km de Gaza, está retirando seus últimos moradores. Cerca de dois terços dos 30 mil habitantes já foram deslocados, e a maioria dos cidadãos restantes devem ser retirados neste domingo, de acordo com afirmações do vice-prefeito, Elad Kalimi, ao jornal Times of Israel.

A expectativa é de que algumas pessoas permaneçam nessas cidades por opção ou por dificuldades para fazer o deslocamento. Quem deixa a região está ficando em hotéis em Tel Aviv, Jerusalém e Eilat com o apoio estatal.

Já em Gaza, ataques aéreos atingiram várias casas durante a noite, segundo os moradores, que acordaram com trabalhadores de resgate procurando desesperadamente por sobreviventes.

"Vivemos uma noite de horror. Israel nos puniu por não querer sair de nossa casa. Existe brutalidade pior do que essa?" disse à agência de notícias Reuters, por telefone, um pai de três filhos que se recusou a dar seu nome por medo de represálias. "Prefiro morrer a sair, mas não posso ver minha esposa e filhos morrerem diante dos meus olhos." Ele se abrigou em um hospital.

A Sociedade do Crescente Vermelho Palestino disse ter recebido uma ordem israelense para esvaziar o hospital até as 16h locais, mas se recusou a fazê-lo porque tinha o dever humanitário de continuar prestando serviços aos doentes e feridos.

Israel prometeu aniquilar o Hamas em retaliação ao ataque do grupo a cidades israelenses no sábado passado (7) - o mais grave da história do país. A resposta de Tel Aviv foi o bombardeio mais intenso em décadas em Gaza, um dos territórios mais densos do mundo.

Desde então, foram mortas cerca de 1.400 pessoas em Israel - a maioria no primeiro dia de ataque - e 2.200 pessoas em Gaza.

(Folhapress)

 

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