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Rússia volta a atacar Kiev em dia de encontro de Putin com ditador da Belarus

Autoridades emitiram alertas para que moradores buscassem abrigos, e ao menos quatro explosões foram relatadas na capital

Por Agências
Publicado em 19 de dezembro de 2022 | 11:23
 
 
 

A cidade de Kiev, capital da Ucrânia, voltou a ser atacada com drones nesta segunda-feira (19), dia em que também ocorre uma reunião entre o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e seu aliado Aleksandr Lukachenko, ditador da Belarus, em Minsk.

Autoridades emitiram alertas para que moradores buscassem abrigos, e ao menos quatro explosões foram relatadas na capital. O prefeito Vitali Klitschko disse que a infraestrutura urbana foi atingida e que o acesso à energia elétrica voltou a ser interrompido em algumas regiões.

"Engenheiros estão trabalhando para estabilizar o mais rápido possível o fornecimento de energia e aquecimento", disse ele, que recentemente trocou farpas com o presidente Volodimir Zelenski. "Há danos."

Durante a madrugada no horário local, a agência ucraniana de energia atômica, a Energoatom, emitiu comunicado acusando a Rússia de enviar um drone kamikaze para sobrevoar parte da Usina Nuclear do Sul, ou Usina Nuclear de Pivdennoukrainsk, na região de Mikolaiv.

A agência afirma que um drone Shahed, modelo de fabricação iraniana que possui explosivos em uma ogiva alojada na parte dianteira e é projetado para sobrevoar um alvo até que seja instruído a atacar, foi detectado no início da madrugada. "É uma violação da segurança nuclear."

A viagem de Putin à Belarus abriu o temor de que o encontro com a ditadura aliada possa estreitar os laços e aumentar a participação belarussa na Guerra da Ucrânia. Trata-se da primeira ida do líder russo a Minsk desde 2019, ano que antecedeu intensos protestos na região.

Antes da reunião, o Exército russo anunciou que militares de Moscou participarão de exercícios táticos na Belarus -em outubro, os países anunciarão a formação de uma força conjunta de milhares de soldados.

A Rússia também anunciou que vários navios de guerra participarão nesta semana de treinos conjuntos com a Marinha da China, em mais uma demonstração da aproximação entre Moscou e Pequim, acelerada desde o início da guerra no Leste Europeu.

(Folhapress)

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