China

Xi Jinping reconhece, de maneira rara, dificuldades no enfrentamento da Covid-19

Durante seu discurso anual de véspera de Ano Novo, presidente chinês pediu mais determinação, prometendo que tempos melhores virão

Por Agências
Publicado em 31 de dezembro de 2022 | 14:58
 
 
 

De maneira rara, o presidente da China, Xi Jinping, reconheceu as dificuldades que os três anos de controle da pandemia de covid-19 impuseram à população chinesa, e pediu mais determinação, prometendo que tempos melhores virão. "Não foi uma jornada fácil para ninguém", disse Xi sobre a luta contra a Covid-19 durante seu discurso anual de véspera de Ano Novo à nação neste sábado. "Todo mundo está enfrentando a situação com coragem e a luz da esperança está bem à nossa frente."
 
No início deste mês, a China derrubou rapidamente muitos dos principais elementos do regime de prevenção da Covid-19 que impactaram o cotidiano do povo chinês nos últimos três anos, incluindo testes em massa, bloqueios e quarentenas. Nesta semana, as autoridades disseram que removeriam muitas das últimas restrições restantes, incluindo as que regem as viagens internacionais.
 
Como a China suspendeu essas medidas, acredita-se que dezenas de milhões de chineses tenham sido infectados com Covid, levando à escassez de medicamentos antivirais e remédios básicos para febre, enquanto cidadãos inundam salas de emergência de hospitais e crematórios em todo o país. A economia também sofreu um golpe quando trabalhadores doentes paralisaram as atividades das fábricas e do setor de serviços.
 
Em um editorial nesta semana, o jornal Global Times, do Partido Comunista, descreveu a atual onda de infecções como "um curto período de imperfeição" na luta de três anos da China contra a covid. "No final de 2022, há problemas e imperfeições. Mas a China se saiu relativamente melhor na luta contra o vírus "
 
Xi, em seu discurso na véspera de Ano Novo, descreveu as mudanças de política como uma tentativa de adaptação ao vírus em evolução e à maior transmissibilidade e menores taxas de mortalidade associadas à variante Ômicron, agora dominante na China e em todo o mundo.
 
"Desde o ataque da  Covid-19, colocamos as pessoas em primeiro lugar e colocamos a vida em primeiro lugar", disse Xi. "Seguindo uma abordagem baseada na ciência, adaptamos nossa resposta à covid à luz da situação em evolução para proteger a vida e a saúde das pessoas." (Estadão Conteúdo)

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