Pesquisa

Disputa no Senado: Marcelo Álvaro e Reginaldo Lopes repetem polarização nacional

Marcelo Álvaro Antônio aparece numericamente à frente, mas empatado com Reginaldo Lopes; Dificuldade do eleitor de citar nomes de forma espontânea indica cenário incerto

Por Ricardo Corrêa
Publicado em 28 de julho de 2021 | 20:00
 
 
 
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A disputa entre o eleitorado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganhou, no cenário da corrida ao Senado por Minas Gerais, um novo campo de batalha. É o que mostram os dados exclusivos da pesquisa DataTempo/CP2, que apontam que os candidatos das duas correntes políticas iniciam na frente a batalha pela vaga única que se abre em 2022.

De acordo com o levantamento, quem leva a vantagem em termos numéricos é o ex-ministro do Turismo do atual governo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL). Ele aparece com 15,6% das intenções de voto. Já o deputado federal Reginaldo Lopes (PT) surge com 11,5% na pesquisa. Considerando que a margem de erro é de 2,72 pontos para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados.

O estudo, realizado entre os dias 17 e 20 de julho, mostra ainda a professora Vanessa Portugal (PSTU) em terceiro, com 8,5%. Assim, a candidata, que também aparecia à frente nas primeiras pesquisas para o Senado em 2018, está tecnicamente empatada com Reginaldo Lopes. Na última eleição, porém, após aparecer inicialmente à frente, ela acabou terminando apenas em 13º na corrida ao cargo.

Os demais candidatos aparecem também empatados, mas em patamares mais baixos. São eles: Marcelo Aro (PP), que pontuou com 2,8%; Alexandre Silveira (PSD), que aparece com 2,5%; Kaká Menezes (Rede), citado por 2,4% dos eleitores; e Mario Heringer (PDT), escolha até aqui de 1,8% dos mineiros. Os eleitores que pretendem votar em branco ou que dizem que vão anular o voto são 27,4%. Os que não souberam ou não responderam são 27,5%

Regiões

Há diferenças sensíveis em relação ao comportamento do eleitorado em cada região do Estado. Certo porém é que, hoje, todas elas possuem a liderança de Marcelo Álvaro Antônio ou de Reginaldo Lopes.

O candidato bolsonarista tem grande vantagem, por exemplo, na região Central, onde ganha de 22,2% a 3,7%. Além disso, ele também lidera nas regiões Metropolitana, Sul/Sudoeste, Triângulo e do Rio Doce.

Em contrapartida, Reginaldo Lopes tem vantagem no Vale do Mucuri, onde emplaca 28,6% contra 3,6% do ex-ministro do Turismo. Ele também está à frente no Campo das Vertentes, no Jequitinhonha, no Noroeste, no Oeste e na Zona da Mata.

A disputa hoje é mais acirrada no Norte de Minas. Por lá, os dois estão em empate técnico, com 17,4% para Marcelo Álvaro Antônio e 16,5% para Reginaldo Lopes.

Espontânea

Apesar da liderança dos dois candidatos e de uma certa proximidade de Vanessa Portugal, o cenário, um ano e dois meses antes da eleição, parece ainda bastante indefinido. Isso é o que se pode aferir dos resultados da pesquisa espontânea, que questiona sobre as intenções de voto sem apresentar uma lista de candidatos. Nenhum dos que podem concorrer alcança 1% dos votos sequer. E só 3% dos mineiros citam candidatos com alguma chance de concorrer. No total, 78,8% dos eleitores do Estado não conseguem ainda apontar um nome. O restante indica voto em branco ou nulo ou citam nomes que não podem ou não pretendem concorrer.

O DataTempo/CP2 ouviu 1.300 eleitores em todo Estado, e o nível de confiança do levantamento é de 95%.

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