A temporada 2024 do Cruzeiro foi marcada por altos e baixos, e “inconstância” pode ser a palavra que melhor define o desempenho da Raposa no ano. Da empolgação à frustração, o torcedor viu a equipe passar por mudanças profundas em todos os níveis, da troca de dono à chegada e saída de jogadores, sem, como de costume, evitar o já conhecido rodízio de técnicos que se tornou uma marca do futebol brasileiro. Relembramos, abaixo, os 5 piores jogos do Cruzeiro na temporada de 2024.
Sousa 2x0 Cruzeiro
Em fevereiro, o Cruzeiro protagonizou o maior vexame de sua história na Copa do Brasil, da qual segue como o maior campeão com seis conquistas, ao ser eliminado na primeira fase da competição pelo Sousa, da Paraíba, sendo derrotado fora de casa por 2 a 0. O péssimo estado do gramado não atenuou o tamanho da derrota da Raposa, que, na época comandada pelo técnico argentino Nicolás Larcamón e ainda sob a administração de Ronaldo Fenômeno, jogava pelo empate para passar à próxima fase.
Cruzeiro 1x3 Atlético
Embora o desempenho não tenha sido dos piores e a superioridade técnica do Atlético, até pelo grau de investimento, fosse unanimidade, a derrota na final do Campeonato Mineiro configurou-se como um dos piores jogos do Cruzeiro na temporada pela frustração. Depois de sair perdendo por 2 a 0 no jogo de ida na Arena MRV e buscar o empate nos minutos finais, o Cruzeiro jogava pelo empate por ter feito a melhor campanha na primeira fase e abriu 1 a 0 logo no início do segundo tempo, com Mateus Vital. Mas a opção do técnico Larcamón em recuar a equipe com a entrada de mais um zagueiro custou a doída virada, e levou o rival ao pentacampeonato seguido do torneio.
Atlético 3x0 Cruzeiro
Pouco depois de perder o título do Campeonato Mineiro para o rival, o Cruzeiro, já com o técnico Fernando Seabra no comando, mas ainda em início de trabalho, não foi capaz de conter a sede do Atlético em finalmente vencer a Raposa em seus domínios. A equipe celeste não viu a cor da bola, sofreu um “passeio” do adversário, e, para muitos torcedores, só não recebeu o histórico 6x1 de volta porque faltou ímpeto ao Galo. Os 3 a 0 saíram barato para o que foi a partida, principalmente na primeira etapa. De “triste lembrança” azul, o jogo valeu pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro.
Bahia 4x1 Cruzeiro
Outra goleada dolorosa foi para o Bahia, na Fonte Nova. A equipe celeste abriu o placar com Gabriel Veron, mas viu o Tricolor de Aço empatar nos acréscimos da primeira etapa. No segundo tempo, uma expulsão infantil do lateral-esquerdo Marlon comprometeu a boa partida que a equipe de Fernando Seabra vinha realizando. Rogério Ceni não pensou duas vezes e partiu para cima, conseguindo a virada e ampliando a vantagem para 4 a 1. No final do Campeonato Brasileiro, o Bahia conseguiu a vaga na pré-Libertadores tão almejada pelos cruzeirenses e fez sua festa.
Racing 3x1 Cruzeiro
Após um áudio desastroso de Pedro Lourenço que inviabilizou o trabalho de Fernando Seabra, em que o novo dono do clube exigia que os jogadores mais caros contratados por ele entrassem em campo, a Raposa entrou em declínio técnico e parou de colher resultados. A opção, no mínimo inusitada, foi trocar Seabra por Fernando Diniz, conhecido pela demora na implementação de seu estilo de jogo. O clube chegou à final da Copa Sul-Americana aos trancos e barrancos, e, sem mais nenhuma identidade, perdeu a disputa para o Racing de maneira completamente apática, sofrendo um revés por 3 a 1 que poderia ter sido maior, não fosse um gol anulado com cerca de 3 minutos.