Wilson José
@superfcoficial
15/09/19
07h30

Super Histórias

Claudinho lembra que pulou da maca assustado com foguetes

Ex-meia do Atlético relembra final da Copa Conmebol e do passado no clube, que não quis renovar com ele após título

Wilson José | @superfcoficial
15/09/19 - 07h30

Claudinho, 50 anos, meia e ponta-esquerda habilidoso, começou carreira no Venda Nova e não demorou muito para se transferir para o Atlético, onde chegou a jogar nos juniores e em seguida no profissional. Para adquirir experiência, foi emprestado ao Rio Branco de Andradas. Passou ainda por Inter de Limeira, Ituano e XV de Piracicaba.

Depois dessa peregrinação, ganhou chance no Galo com o técnico Vantuir Galdino e continuou prestigiado com Procópio Cardozo, que o efetivou como titular. Sua função era jogar aberto e voltar para marcar, dando liberdade para Negrini. Assim, o Atlético conquistou a Copa Conmebol de 1992, o primeiro título internacional do clube. 

Claudinho conta que se sentia muito bem jogando ao lado de atletas como Alfinete, João Leite, Luiz Eduardo, Paulo Roberto, Éder Lopes, Sérgio Araújo... Vestir a camisa do Atlético e ter sido campeão da Conmebol foram suas maiores alegrias no futebol. E Procópio fala sobre Claudinho. “Era um jogador voluntarioso, ajudava na marcação, tinha muita movimentação”. 

Mas Claudinho esperava ter o contrato renovado, o que não aconteceu. “Sinto que não fui valorizado, depois de participar da conquista da Conmebol, primeiro título internacional do Atlético, que não quis renovar contrato comigo.”

Em Assunção

Claudinho sente saudade da torcida do Atlético e do clima de jogo. Uma partida em que ele arrebentou foi contra o Cruzeiro, uma vitória de 2 a 0. Mas ele não se esquece do golaço que fez contra o Goiás. Sobre a expulsão contra o Olimpia, em Assunção, ele diz: “Por causa da fumaça dos foguetes, comecei a passar mal, e os maqueiros estavam me levando para perto dos torcedores, que estavam acendendo mais foguetes. Pulei da maca e saí correndo para me proteger. O árbitro achou que eu estava atrasando o jogo e me expulsou. Ainda bem que era no final do jogo”.

Claudinho defendia o Marília e se destacou no Campeonato Paulista ao lado de Guilherme. Telê Santana já o conhecia e pediu sua contratação ao São Paulo, mas não houve acordo entre as diretorias, e o tricolor acabou levando Juninho Paulista, do Ituano. 

Mesmo sem procurador, Claudinho conseguiu jogar no Trikala ( Grécia) e no Leça (Portugal) e ainda passou por Anápolis e XV de Jaú. No clube paulista, em 2001, sentiu que era hora de encerrar carreira. 

Hoje Claudinho tem escolinha de futebol no bairro Camargos, em Belo Horizonte, e está sempre falando com os colegas, como Paulo Roberto Prestes, Alfinete, Valdinei, Nael, Ryuller, Moacir... No dia 28, ele vai participar de encontro de ex-jogadores do Galo.

---

O TEMPO reforça o compromisso com o jornalismo mineiro, profissional e de qualidade. Nossa redação produz diariamente informação responsável e que você pode confiar.

Siga O TEMPO no Facebook, no Twitter e no Instagram. Ajude a aumentar a nossa comunidade.

Escreva um comentário
Comentar
Log View
Vem ser Premium!
Seja Premium
Salve matérias
Você poderá salvar as matérias para ler quando e onde quiser.
Matérias Premium
Veja as matérias exclusiva para usuários premium.
Notificações
Receba notificações de novas matérias do seu time do coração.
Av. Babita Camargos, 1645 - Contagem Minas Gerais - CEP: 32210-180
+55 (31) 2101-3000