Josias Pereira
@superfcoficial
15/11/19
18h32

Punição pesada

Cacá, do Cruzeiro, pede penas mais rigorosas para crimes de racismo

Segundo zagueiro, racismo deveria ser igualado a um homicídio; ele ainda externou sua revolta com injúria racial a segurança

Cacá encabeça campanha do Cruzeiro contra o racismo — Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro
Josias Pereira | @superfcoficial
15/11/19 - 18h32

Face do Cruzeiro na campanha "Cartão Vermelho contra o Racismo", o zagueiro Cacá lamentou o episódio que aconteceu no clássico do último domingo, no Mineirão, quando o segurança Fábio Coutinho foi vítima de injúria racial proferida pelos irmãos Adrierre Siqueira da Silva, de 37 anos, e Natan Siqueira Silva, de 28.

Cacá pediu punições mais rigorosas para crimes de racismo. O defensor colocou o delito até mesmo no patamar de um homicídio e pediu penas maiores. Pelo fato de ser negro, Cacá destacou sua revolta com o ocorrido no Gigante da Pampulha. 

"Racismo é algo que não poderia existir. Deveria ser tratado com mais rigidez. Igual eu vi o que aconteceu no Mineirão pela televisão. A gente que tem a pele escura sente até um arrepio, fica nervoso e tal. Mas nós mesmos (negros) não podemos fazer muita coisa, porque dependemos muito da Justiça. Acho que deveria ter uma pena maior, ser tratado, pelo menos para mim, como um homicídio. Tinha que ser uma pena para o cara ficar muito tempo na cadeia", ressaltou Cacá.

A discussão proposta pelo Cruzeiro vem na esteira do dia da consciência negra, que será celebrado em todo o país no dia 20 de novembro. Além de Cacá, a zagueiro Jajá, do time feminino, também encabeça a campanha celeste. 

 

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