Josias Pereira
05/03/19
08h00

Promete

Cruzeiro terá na Libertadores um rival com muita bagagem

Se Cruzeiro tem time experiente a seu favor, elenco titular do Huracán possui média de idade quase idêntica

Para lateral Edílson, Cruzeiro tem que ter atenção com Huracán; em má fase no Argentino, Globo deverá dar a vida na Libertadores — Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro - 13.2.2018
Josias Pereira
05/03/19 - 08h00

Uma batalha de experiência. Mais do que a rivalidade entre Argentina e Brasil, um ingrediente especial a qualquer peleja sul-americana, Huracán e Cruzeiro protagonizarão na quinta-feira, em Buenos Aires, um confronto de elencos tarimbados.

A média de idade do time considerado titular de ambas as equipes, vislumbrando as possíveis escalações, é quase igual: do Cruzeiro é de 31 anos e do time argentino, de 30,8. Esse detalhe, no que tange ao Huracán, já havia sido destaque na imprensa argentina, salientando que o técnico do Globo, Antonio Mohamed, priorizou poupar boa parte de suas forças na derrota para o Patronato, por 1 a 0, no último fim de semana, devido ao duelo com o Cruzeiro. A média do Huracán é a maior da Superliga Argentina, superando o Racing (30 anos), Boca River e Independiente (28).

A base do time é a mesma que terminou a última Superliga Argentina na quarta posição e que estabeleceu como prioridade, a despeito da campanha oscilante no torneio nacional (sétimo lugar, com 32 pontos e a cinco jogos sem vencer), a busca pela classificação ao mata-mata da Libertadores.

O lateral-direito Carlos Araujo e o volante Damonte, por exemplo, são os mais veteranos do elenco, com 37 anos. Pelo lado celeste, Fábio puxa a fila com 38 anos.

“Dá uma briga de idade boa então (risos). Briga de experiência”, brinca o lateral-direito Edílson, de 32 anos, um dos mais experientes do elenco celeste e que teve o gosto recente de ser campeão da Libertadores com a camisa do Grêmio.

Para o jogador, até mesmo pela rodagem do rival, a tendência é que os atletas passem agora a priorizar a Libertadores como uma opção de salvar a temporada. Em um confronto de jogadores com muita bagagem, qualquer brecha pode sentenciar o jogo.

“Quando entra na Libertadores, e isso até para nós se estivéssemos em um momento difícil, o objetivo passa a ser mirar o torneio como a melhor opção, ou a única opção. Acho que eles vão entrar com tudo, querendo dar a vida, ainda mais jogando dentro de casa, mas vai vencer quem tiver a melhor técnica, acredito que por ser duas equipes experientes, vai ser um jogo bem estudado, e esperamos tirar um pouco de vantagem”, pontua.

“Nós temos que começar bem, jogando bem. A gente respeita o Huracán, mas nós temos condições de chegar lá e vencer. Esse é o nosso pensamento”, conclui o lateral-direito Edílson.

Batalha de idades

Preservados

Na derrota para o Patronato, no fim de semana, o técnico Antonio Mohamed, do Huracán, poupou Mancinelli, Chimino (fizeram trabalhos físicos após o confronto), Damonte, Auzqui e Gamba. Barrios entrou apenas na segunda etapa e foi expulso.

Rodados

A idade dos possíveis titulares do Huracán na quinta, contra o Cruzeiro: Antony Silva (35); Chimino (31), Salcedo (21), Mancinelli (36) e Araújo (37); Damonte (37) e Rossi (25); Auzqui (27) e Roa (25); Lucas Gamba (31) e Lucas Barrios (34). Acumulando uma média de 30,8.

Lado celeste

Apesar do mistério de Mano Menezes quanto ao time, este deverá ser o Cruzeiro na estreia da Libertadores: Fábio (38); Edílson (32), Murilo (21), Léo (31) e Egídio (32); Lucas Romero (24), Henrique (33), Robinho (31), Rodriguinho (30); Rafinha (35) e Fred (35). Média de 31 anos.

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