Thiago Fernandes e Josias Pereira
@OTEMPO
29/11/21
15h39

Clube-empresa

Presidente anuncia transformação do Cruzeiro em clube-empresa

Sérgio Santos Rodrigues confirma modificação do formato do Cruzeiro, que se tornou Sociedade Anônima do Futebol (SAF)

Presidente do Cruzeiro anuncia transformação do clube em Sociedade Anônima do Futebol (SAF) — Foto: Divulgação/Cruzeiro
Thiago Fernandes e Josias Pereira | @OTEMPO
29/11/21 - 15h39

O Cruzeiro se tornou clube-empresa na tarde desta segunda-feira (29). O presidente Sérgio Santos Rodrigues confirmou o ocorrido por meio de comunicado divulgado à imprensa. A Raposa é a primeira a se tornar SAF (Sociedade Anônima do Futebol) no Brasil.

"Entre os grandes desafios que tínhamos pela frente, um dos maiores era tornar o Cruzeiro um clube empresa. Foi um longo trabalho, desde o primeiro dia da gestão, com dezenas de encontros e reuniões, muitas delas no Senado e na Câmara dos Deputados", escreveu o dirigente.

"Hoje (29), esse desejo se tornou realidade e apresentamos para registro a primeira Sociedade Anônima do Futebol do Brasil. E essa nova realidade nos permitirá reerguer o Clube com mais solidez", acrescentou.

O mandatário cruzeirense ainda agradeceu aos parceiros do clube no projeto. Ele enaltece as empresas  Alvarez & Marsal, Ernst & Young e Volpini & Batista.

"Agradeço muito a todos os envolvidos, entre Alvarez & Marsal, Ernst & Young, Volpini & Batista e todos os que foram decisivos para que SAF do Cruzeiro saia do papel. E repito o que já disse algumas vezes, publicamente: nosso trabalho é para deixar o Cruzeiro sólido e equilibrado para nossos filhos e netos. Seguimos firmes nesse propósito", completou Sérgio Rodrigues.

O Cruzeiro prevê uma arrecadação de R$ 500 milhões logo nos primeiros meses da transformação em SAF (Sociedade Anônima do Futebol).

Sobre a SAF Cruzeiro e a mudança do percentual das ações

Da minuta aprovada pelo Conselho Deliberativo no mês de agosto, estipula se a 'Asseociação Cruzeiro' como detentora de 100% do capital social da SAF Cruzeiro. Destas ações, 49% poderão ser vendidas a um ou potenciais investidores. Todavia, as empresas que vêm prospectando o valor de venda do Cruzeiro querem que este percentual seja aumentado, facilitando as negociações. A busca é para que este 'dono' seja o acionista majoritário da SAF Cruzeiro. Para tanto, é necessário uma mudança no estatuto do clube celeste que passa pelos conselheiros do clube, promovendo, inclusive, uma reunião extraordinária para tal modificação. 

Como empresa, o detentor das ações do Cruzeiro, seja um ou vários, passará a ter direito a um voto nas assembleias, participação nos lucros e também no acervo remanescente da companhia. Quem já pariticipa de uma outra SAF no Brasil, seja direta ou indiretamente, não pode estar na SAF Cruzeiro. 

O clube-empresa terá uma diretoria formada por no mínimo quator membros, um CEO, um diretor financeiro, um diretor de futebol e um diretor de futebol, estes com mandatos de três anos. Um conselho de administração ainda será formado por no máximo cinco membros, que vão trabalhar em conjunto com a diretoria formada. Eles vão deliberar sobre a eleição dos membros da diretoria, aprovação de contratos, aquisições e vendas de ativos, aprovações de empréstimos ou financiamentos superiores a R$ 500 mil, celebração de contratos também em valores superiores a meio milhão de reais, e pela escolha de auditores independentes para prestação de serviços. 

O Cruzeiro pode mudar de nome, cores, hino e escudo? 

Dentro do documento da SAF há um tema que o torcedor do Cruzeiro se pergunta agora com a possibilidade de um investidor ter uma fatia maior da administração, que é da possibilidasde da mudança de nome, alcunha ou escudo do clube.

Todavia, o documento é claro ao apontar que enquanto o Cruzeiro for titular de ações ordinárias, em qualquer quantidade, o clube terá direito a voto em deliberações como as que preocupam a torcida, dentre elas: 'alteração da denominação social da Companhia; modificação dos signos identificativos da equipe de futebol profissional explorada pela Companhia, incluindo, símbolo, brasão, marca, alcunha, hino e cores'. 

Todavia, o documento é claro e ressalta que as cores, o símbolo, a sede e o nome do clube serão preservados. O Cruzeiro permanecerá com seus imóveis, incluindo os CTs, que poderão ser alugados, arrendados e cedidos para os investidores que passarão a administrar o futebol. 

---

O TEMPO reforça o compromisso com o jornalismo mineiro, profissional e de qualidade. Nossa redação produz diariamente informação responsável e que você pode confiar.

Siga O TEMPO no Facebook, no Twitter e no Instagram. Ajude a aumentar a nossa comunidade.

Escreva um comentário
Comentar

Ver todos
Fechar
Log View
Vem ser Premium!
Seja Premium
Salve matérias
Você poderá salvar as matérias para ler quando e onde quiser.
Matérias Premium
Veja as matérias exclusiva para usuários premium.
Notificações
Receba notificações de novas matérias do seu time do coração.
Av. Babita Camargos, 1645 - Contagem Minas Gerais - CEP: 32210-180
+55 (31) 2101-3000