Josias Pereira
@superfcoficial
21/08/19
09h00

Na prancheta

Treinos curtos, time leve e com bola no pé: mudanças de perfil no Cruzeiro

Fabrício Bruno detalhou o que mudou no Cruzeiro uma semana depois da apresentação de Rogério Ceni como o novo comandante

Treinamentos do Cruzeiro têm sido curtos, mas com alta intensidade; jogadores creem em evolução com o passar dos dias — Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro
Josias Pereira | @superfcoficial
21/08/19 - 09h00

A amostragem ainda é unitária, mas é possível perceber o Cruzeiro, aos poucos, ganhando a cara do que Ceni pensa sobre futebol. Um pouco dessa metodologia de trabalho foi exposta pelo zagueiro Fabrício Bruno, que relatou as impressões após uma semana, completada nessa última terça-feira, dos treinamentos passados pelo técnico. 

"Quando o Rogério chegou, uma coisa que ele pediu é o grupo é que fôssemos felizes, que tivesse o prazer de trabalhar porque ele viveu isso, tem que ter o prazer de fazer aquilo que gosta. E aqui não é diferente. Estava todo mundo trabalhando, se dedicando, com o Mano ali nunca faltou empenho, nunca faltou dedicação, acho que os resultados não estavam vindo e, infelizmente, o futebol é assim. Quando o resultado não vem acontece a troca de comando. Quado o Ceni chegou, uma coisa que ele nos passou foi confiança. Nosso time parecia um pouco ali, a gente sabe da qualidade que temos, ele mesmo falou que uma coisa que o fez vir para cá foi o grupo. Então ele chegou, todo mundo viu que os treinos dele são curtos, mas intensos, e uma coisa que ele nos pediu, que dentro de uma hora de treinamento ele extraísse o melhor de nós, fazer o nosso melhor", disse Fabrício Bruno. 

Os pontos de destaque nesse novo perfil do Cruzeiro foram citados também pelo jovem defensor. Uma visão privilegiada de quem está dentro de campo e viu de forma cristalina a concepção adotada por Ceni. 

"Não deu para trabalhar tudo. Em quatro dias é meio que a mistura de um 'x-tudão' aí, de tudo que ele queria trabalhar com a gente. E ele mesmo brincou falando que dentro de quatro dias não dava para trabalhar tudo, era um pouquinho de um, um pouquinho de outro, e já deu para ver a cara dele, do time que ele quer. Uma equipe com posse de bola bem aberto, todo mundo tendo linha de passe, zagueiro arrancando ali com a bola dominada. Acho que é um time mais leve, uma equipe que joga com dois pontos rápidos, dois caras centralizados, o Thiago vindo buscar o jogo. Isso foi o que eu consegui enxergar ali atrás, eu e o Dedé tendo muito linha de passe para tentar construir a melhor jogada possível", pontuou o zagueiro. 

Tendo o controle da bola

O Cruzeiro de Mano Menezes se caracterizava por ser um time que esperava o adversário e espetava o rival com base nos contra-ataques. Uma estratégia que fez a Raposa ser bicampeã da Copa do Basil de forma consecutiva. um fato inédito no futebol nacional. 

Mas os jogadores admitem que ter o controle da bola é mais prazeroso, até mesmo para a fluidez do jogo. 

"A pergunta que o Rogério fez para gente (ter a posse ou jogar no contra-ataque), e a resposta foi melhor ficar com ela no pé do que ficar correndo atrás do marcador. É mais gostoso você ficar com a bola do que você só ficar se defendendo", destacou Fabrício Bruno. 

Para tanto, existe uma lógica que Ceni passou para os atletas logo em suas primeiras atividades. Pressão rápida para retomar a posse. 

"Para a perca de bola, pressão rápida para retomar a posse, é uma coisa que ele pede. Assim que a gente tiver a perda da posse de bola, a gente retomar ela rápido porque com a bola no pé, a gente descansa. Pelo lado contrário, você cansa o adversário", concluiu o zagueiro do Cruzeiro. 

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