Thiago Nogueira
@superfcoficial
21/05/19
05h30

Fomento do esporte

Grandes clubes ficam de mãos atadas com suspensão da Lei de Incentivo em MG

Atlético, Cruzeiro, América e outros também são afetados; governo decidiu suspender a assinatura dos termos de compromisso da lei

Em Barbacena, projeto do Olympic Club reativou um projeto de base graças aos recursos da lei; como em outros lugares, sequência está ameaçada — Foto: Olympic Club Barbacena/Divulgação
Thiago Nogueira | @superfcoficial
21/05/19 - 05h30

A decisão do governo de suspender a homologação das assinaturas dos termos de compromisso da Lei de Incentivo paralisa projetos de clubes grandes e estruturados, tanto no futebol como no esporte especializado.

América, Atlético e Cruzeiro têm projetos para as bases e para o futebol feminino, que somam quase R$ 2,5 milhões em recursos. Minas Tênis Clubes, Mackenzie, Olympico, Sada Cruzeiro, Unifemm Sada Vôlei e Uberlândia Vôlei, entre outros, também estão com o planejamento prejudicado pela decisão do governo.

O Sada NEEV Argos, que tem projetos para equipes de voleibol nas categorias sub-14, sub-15 e sub-16, só consegue se sustentar até o meio do ano. Se não houver uma solução para o repasse nos próximo dias, 60 meninas vão parar de treinar, entre elas Nicole, Juliana e Isabela, de 15 anos, convocadas para a seleção brasileira da categoria para um período de treinamento em Saquarema, no Rio, em Janeiro deste ano.

“No ano passado, nossas três equipes foram campeãs metropolitanas. O sub-15 conquistou o Estadual e o sub-16, o vice-campeonato brasileiro de clubes. Estamos com um projeto para criar o sub-17, que depende da liberação do governo para sair do papel. Seriam mais de 20 garotas atendidas”, explica Antônio Carlos Mota, coordenador do projeto Sada NEEV Argos, que fica em Contagem.

Barbacena, no Campo das Vertentes, não tinha futebol de base havia 13 anos, mas, em 2018, o Olympic Club conseguiu colocar de pé o projeto, que conta hoje com 90 meninos, de 11 a 17 anos. O ano 1 do projeto se encerra no próximo dia 31.

“O dinheiro serve para pagar viagens, disputar campeonatos, comissão técnica, bola, material esportivo. Na semana passada, colocamos 400 pessoas pagando ingresso para ver nosso jogo do Sub-14 da Copa Brasileirinho contra o Guarani, de Divinópolis”, conta o coordenador Guilherme Marchi. 

Associações, entidades beneficentes, fundações, federações esportivas, ligas locais e prefeituras também têm projetos na Lei de Incentivo. 

Projetos de alto rendimento

O impedimento para a liberação da Lei Estadual também atinge profissionais. O piloto mineiro Sérgio Sette Câmara é um deles. Serginho, que corre na Fórmula 2 e é piloto de testes da McLaren, na F-1, teve parte da carreira alavancada graças aos projetos incentivados. Por meio de sua assessoria de imprensa, o piloto disse entender a situação financeira que o Estado passa, mostrando-se grato pelos anos em que usufruiu dos recursos.

A Cemig e a Gasmig são algumas das empresas que apoiam o piloto via lei estadual. O carateca Rafael Nascimento, de Patos de Minas, um dos destaques da nova geração do Time Brasil, também tem projeto na fila, assim como as equipes profissionais do Galo Futebol Americano e do Lavras Vôlei, da Superliga B.

 

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