Daniel Ottoni
@superfcoficial
08/11/19
15h32

Não passarão

Com ajuda do Minas, McClendon busca Justiça para processar torcedor racista

Ponta do time de BH foi alvo de injúria racial durante transmissão online de torneio amistoso

'Sou do tipo de pessoa que prefere não ignorar quando isso acontece, não quero que isso se repita', afirma a atleta — Foto: Divulgação
Daniel Ottoni | @superfcoficial
08/11/19 - 15h32

A ponta Deja McClendon, do Itambé Minas, rodou o mundo de forma suficiente para ter a certeza de que o ódio está em todo lugar. Depois de sofrer com injúria racial durante jogo do seu time há poucas semanas, durante transmissão online, a jogadora norte-americana vai contar com ajuda do clube da Rua da Bahia para buscar a devida punição ao agressor.

"Já dei entrada no processo criminal e fiquei feliz com a presença do clube e das jogadoras do Minas e de outros clubes. Muita gente me deu muito apoio. Sei que este tipo de coisa acontece em muitos lugares, seja pela cor da pele, preferência sexual ou qualquer outro motivo. É um problema sério. Sou do tipo de pessoa que prefere não ignorar quando isso acontece, não quero que isso se repita", conta.

Procurada pela reportagem, a diretoria do clube confirmou a informação e garantiu estar à disposição da atleta. "Mesmo não sendo algo presencial, é um tipo de discurso que não cabe mais. A sociedade atual não aceita mais uma situação como essa. A queixa crime já foi aberta e agora cabe às autoridades tomarem as medidas cabíveis. Nosso advogado vai acompanhar o caso de perto", afirma Keyla Monademi, diretora do time feminino de vôlei.

Careca com muito orgulho

Assim que foi apresentada, Deja chamou atenção pelo estilo. Careca, ela tomou a decisão após sofrer com uma situação na última temporada, quando estava na Itália. "Eu tenho alopecia areata, uma doença que faz com que o cabelo caia continuamente. Ele chegou a cair e cresceu de novo. Eu usava um medicamento para controlar a situação, mas a demora para conseguir a autorização motivou essa minha decisão. A indefinição gerou muito estresse, não queria mais conviver com aquilo. Resolvi raspar e me senti muito bem! É o meu novo estilo, adorei e agora tudo é mais fácil. Consigo focar no vôlei e quando acordo, estou pronta para sair", descontrai.

A comparação com muitas mulheres que têm grande apreço pelo cabelo foi inevitável. Mesmo sabendo desta realidade, Deja dá uma dica que pode ser valiosa. "O importante é ter confiança em si mesma. Eu me amo do jeito que sou, ninguém pode me dizer o que fazer e como devo me comportar. Estou adorando a novidade, não é um problema, muito pelo contrário. Muitas meninas podem ter a certeza de que você pode e deve sorrir e ser linda, mesmo careca", indica.

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