A Stellantis iniciou um novo programa de recall no Brasil que atinge modelos das marcas Peugeot, Citroën e Fiat.

O chamado envolve desde SUVs compactos até picapes médias, com problemas que variam de vazamento de gases a risco de incêndio e acionamento involuntário de airbags. 

Todos os reparos são gratuitos e devem ser agendados nas concessionárias autorizadas.

Modelos e defeitos identificados

O recall atinge quatro modelos principais nesta nova convocação:

  • Peugeot 2008 (2025) – Defeito no coletor de admissão, com risco de evaporação de gases. Chassis: SG559007 a SG576773.
  • Citroën C3 Aircross (2025) – Mesmo problema no coletor de admissão. Chassis: SB546266 a SB546303.
  • Citroën Basalt (2025) – Idêntico defeito no coletor de admissão. Chassis: SB547003 a SB547150.
  • Fiat Titano (2024 e 2025) – Atrito do chicote central dianteiro com risco de incêndio e disparo involuntário do airbag lateral e/ou de cortina. Chassis: RA805001 a SA818961.

Segundo a Stellantis, o reparo nos SUVs franceses leva cerca de quatro horas, enquanto a intervenção na Fiat Titano dura aproximadamente uma hora.

Histórico de recalls da Stellantis

Este não é um caso isolado. A Stellantis já acumula 23 programas de recall no Brasil apenas em 2025, envolvendo diversas marcas do grupo. Entre os mais recentes:

Peugeot

  • 208 e 2008 (2024 e 2025) – Falha na fixação da bomba de alta pressão, com risco de vazamento de óleo ou combustível. Tempo de reparo: 2h.

Fiat

  • Pulse, Argo e Fastback (2025) – Possível falha no cinto de segurança, comprometendo a retenção dos ocupantes.
  • Pulse, Nova Strada e Fastback (2025 e 2026) – Obstrução no coletor de admissão, com risco de evaporação de gases.

RAM

  • 1500 Laramie (2025) – Falha nos rolamentos das rodas dianteiras, podendo desativar o controle eletrônico de estabilidade (ESC).

Citroën

  • C3, C3 Aircross e Basalt (2023 a 2025) – Possível desalinhamento entre turbina e conversor catalítico, causando vazamento de gases para a cabine.

O que fazer se o seu carro estiver na lista?

Proprietários devem verificar o número do chassi e, se estiver na faixa indicada, agendar o reparo em uma concessionária autorizada. O serviço é gratuito e inclui peças e mão de obra.