Amanhã, sexta-feira, 29 de agosto, o Brasil celebra o Dia Nacional de Combate ao Fumo, data criada em 1986 para reforçar a conscientização sobre os danos sociais, políticos, econômicos e ambientais causados pelo tabaco. O objetivo é lembrar que o tabagismo não é apenas um problema individual, mas um desafio de saúde coletiva.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), fumar é considerado uma “doença pediátrica”, já que 90% dos fumantes desenvolvem dependência da nicotina antes dos 19 anos. O dado preocupa ainda mais diante de uma realidade inédita: pela primeira vez em quase 20 anos, a prevalência do tabagismo voltou a crescer nas capitais brasileiras, conforme revelou o Ministério da Saúde.

O tema foi discutido no Interessa desta quinta, 28, véspera, com o médico pneumologista Dr. Paulo Corrêa, professor da Escola de Medicina da Universidade Federal de Ouro Preto e doutorando em Saúde Pública pela UFMG. O especialista ressaltou que parar de fumar não depende apenas da superação da dependência química, mas também envolve questões emocionais, comportamentais, psicológicas e ambientais.

Para Corrêa, é preciso encarar o tabagismo como um problema complexo que exige políticas públicas eficazes, fiscalização de leis já existentes e apoio adequado aos fumantes que desejam abandonar o vício. 

Confira o papo na íntegra!