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Decreto que flexibiliza posse de arma causa corrida a lojas em BH

Em janeiro de 2018, a média era de uma arma vendida para o cidadão comum; em dezembro, o número de armas vendidas chegou 30

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Número de interessados em comprar armas em BH aumenta após decreto
PUBLICADO EM 15/01/19 - 18h45

Antes mesmo de o presidente Jair Bolsonaro assinar o decreto que flexibiliza a posse de armas de fogo, a procura de clientes interessados na compra já havia crescido mais de 500% nas lojas especializadas de Belo Horizonte.

A média de procura era de 15 pessoas por dia na Casa Salles, a mais antiga da capital e, nesta terça-feira (15), foram mais de 100 ligações de interessados em armamento. 

Os mais requisitados são os revólveres calibre 38 com cinco tiros (R$ 2.900; pistolas 380 (R$ 4.900) e espingardas calibre 12 (a partir de R$ 3.000). Pistolas menores, de 15 tiros, também são procuradas.

A expectativa do proprietário, Guilherme Salles, é que as vendas aumentem entre 20% e 30% com o decreto.

E isso pode ficar até mais fácil para o comprador. Nesta terça, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que o governo estuda aplicar medidas que possam reduzir os impostos cobrados de quem quer comprar uma arma de fogo. A análise sobre a redução dos tributos, porém, não tem prazo para ser divulgada.

O ministro informou também que o governo analisa a possibilidades da abertura do mercado brasileiro para a produção de armas no país e disse não ver problema em se ter 100% de investimento estrangeiro. Onyx, no entanto, descartou a possibilidade de incentivos fiscais para a produção neste momento.

AQUECIMENTO

As lojas estão mesmo movimentadas. Em janeiro de 2018, por exemplo, a Casa Salles vendia uma arma para o cidadão comum. O comércio aqueceu ao longo do ano e, em dezembro, a loja chegou a vender 30.

“Hoje (terça-feira), a gente não deu conta de atender tantas ligações. O telefone tocou o dia inteiro. Peço até desculpas à minha clientela que estava na loja, que teve reclamações, mas foi o dia inteiro gente perguntando como seria a venda de armas de fogo a partir de agora”, disse o comerciante.

Segundo ele, a venda para o consumidor comum quase não existia. “A gente trabalhava praticamente com as forças de segurança, como Guarda Municipal e policiais. Agora, não. A procura parece que vai aumentar consideravelmente. A fabricante Taurus já anunciou aumento de preços a partir da próxima semana”. conclui Salles.

Na loja Mário Caça e Pesca, também especializada em armas, a procura de interessados aumentou desde novembro. “Nossa expectativa é que as vendas neste ano aumentem”, disse o dono Renato Domingues. Ele pretende investir no estoque e contratar mais funcionários para a loja, que fica no centro de Belo Horizonte.

JUSTIFICATIVA

Conforme comerciantes relataram, o argumento dado no balcão para quem quer comprar armas “é que o Estado não está dando segurança e que a arma é para proteger a família”.

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