AMEAÇA DE PARALISAÇÃO

Motoristas do Samu marcam passeata contra redução de salário na porta da PBH

Categoria quer negociar pagamento ou que a licitação da empresa seja cancelada

Por Isabela Abalen
Publicado em 22 de abril de 2024 | 15:41
 
 
 
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Dezenas de motoristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) vão se reunir em uma passeata, nesta terça-feira (23 de abril), em frente ao prédio da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), no Centro da capital. A categoria denuncia uma redução do salário de 27% (de cerca de R$ 2.400 para R$ 1.800), com corte dos benefícios, como plano de saúde e odontológico. 

Os trabalhadores vão caminhar pela avenida Afonso Pena até a Secretaria de Saúde da capital, responsável por mediar a negociação entre a categoria e a empresa que venceu a licitação. O protesto não deve impactar o serviço de urgência.

“Vão participar os motoristas que não estiverem no plantão. Queremos uma resposta positiva para o problema e já percebemos que, para isso, temos que pressionar”, diz o representante do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Belo Horizonte e Região (STTRBH), Roberto Rangel. 

A passeata ocorre no mesmo dia em que representantes da prefeitura irão se reunir com a empresa para negociar uma solução para o problema. A proposta de corte de salário apresentada pela companhia não inclui redução de jornada de trabalho. A previsão é que ela assuma a gestão do serviço do SAMU nesta sexta-feira (26 de abril). 

Ameaça de greve 

Os trabalhadores anunciaram, na última sexta-feira (19 de abril), a possibilidade de paralisação como resposta à mudança da empresa parceira da prefeitura à frente do serviço do Samu. 

A categoria reivindica que a gestão da nova empresa seja cancelada, e a prefeitura assuma um contrato emergencial até a nova licitação. Mas, a contratação já está homologada. 

"Cabe destacar que o contrato com a empresa envolve a contratação de profissionais motoristas, higienização e guarda dos veículos, além de manutenção preventiva e corretiva", afirmou o executivo municipal por meio de nota. 

O Ministério do Trabalho foi acionado e está auxiliando a mediação entre as partes. O esforço para o superintendente regional do trabalho, Carlos Calazans, é garantir que o pagamento dos motoristas permaneça o mesmo. 

Samu-BH

São 120 motoristas do Samu-BH que assumem uma jornada de trabalho de 12h de serviço para 36h de descanso. O serviço de urgência faz cerca de 8 mil atendimentos com ambulância por mês, ou seja, 11 por hora. 

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