ESCALADA DA VIOLÊNCIA

Candidato à presidência morto no Equador aparecia em 2º lugar nas pesquisas

Fernando Villavicencio foi assassinado a tiros ao deixar um local onde foi realizado um comício de campanha, no norte de Quito

Por O Tempo
Publicado em 10 de agosto de 2023 | 01:14
 
 
 

O jornalista e candidato presidencial equatoriano Fernando Villavicencio, de 59 anos, foi assassinado nesta quarta-feira (9) com três tiros na cabeça, após deixar um comício de campanha no norte de Quito.

Villavicencio era um jornalista investigativo e defensor de causas indígenas e trabalhistas, além de ser um dos oito candidatos presidenciais para o primeiro turno das eleições gerais antecipadas que ocorrerão em 20 de agosto.

Veja o momento do ataque:

De acordo com a mais recente pesquisa da Cedatos, Villavicencio aparecia em segundo lugar na intenção de voto com 13,2%, atrás da advogada Luisa González (26,6%), a única mulher na disputa e afiliada ao ex-presidente socialista Rafael Correa (2007-2017).

Villavicencio era um ex-congressista e um candidato de centro-direita pelo Movimento Construye.

Dias antes de ser assassinado, o candidato à presidência do Equador que acaba de ser assassinado, denunciou que estava recebendo ameaças de Alias ​​​​Fito, líder do cartel.

O atual presidente do Equador, Guillermo Lasso, usou as redes sociais para lamentar o assassinato e afirmou que o crime não ficará impune e prometeu rigor contra o crime organizado.

Lasso acrescentou a convocação de uma reunião de emergência no Palácio do Carondelet, sede do governo, com autoridades como as lideranças do Conselho Nacional Eleitoral, da Procuradoria-Geral do Estado e da Corte Nacional de Justiça.

O ataque contra Villavicencio aconteceu por volta das 18h20 desta quarta-feira (noite no Brasil). Ainda não se sabe quantos são os feridos no atentado, mas pessoas próximas da campanha afirmaram a veículos de imprensa locais que são cerca de oito, algumas das quais internadas em uma clínica próxima ao local do evento. A polícia cercou as ruas no entorno.

O Equador vive atualmente uma instabilidade política e grave crise relacionada ao narcotráfico e à violência, que cresceu no último ano. A taxa de homicídios saltou de 14 para 25 por 100 mil habitantes de 2021 a 2022, e cidades como Guayaquil, a sudoeste do país, têm sido palco de onda de violência com mortos em ataques armados.

Na cidade, a maior do país, em abril, confronto entre gangues rivais em um presídio matou 12 pessoas, e os motins são constantes desde 2021. Em julho, 31 detentos morreram e 14 pessoas ficaram feridas em outro confronto em penitenciária de Guayaquil.

Antes visto como pacífico, o Equador está localizado entre o Peru e a Colômbia, grandes produtores de cocaína do mundo. Os portos equatorianos no oceano Pacífico atraem organizações criminosas pelo potencial de escoamento da produção.

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