Resgate

Destroços são encontrados em área de busca por submarino perdido

Material ainda será analisado por especialistas, segundo Guarda Costeira

Por Agências
Publicado em 22 de junho de 2023 | 13:19
 
 
 

A Guarda Costeira dos EUA anunciou a descoberta de destroços na área de busca pelo submarino perdido no Oceano Atlântico. Eles foram encontrados nesta quinta-feira (22/06) por um dos dos robôs submarinos (ROV) que são utilizados na operação de resgate. Especialistas estão avaliando o material, segundo a instituição, e uma coletiva de imprensa será realizada para informar mais detalhes às 16h.

O prazo estimado para a duração do estoque de oxigênio do submersível terminou na manhã desta quinta — isso não quer dizer necessariamente que todos os tripulantes estejam mortos, mas diminui a chance de encontrá-los vivos. É possível que os “ruídos subaquáticos” detectados pela equipe de buscas nessa quarta (21/06) sejam somente “sons de plano de fundo do oceano”, declarou o oficial da Guarda Costeira John Mauger à “Sky News” nesta quinta.

Tripulantes do submarino podem ser ‘oxigênio extra’

Apesar da estimativa de que o tanque de oxigênio a bordo do submersível Titan tenha acabado nesta quinta-feira, um especialista em anestesiologia afirma que os cinco ocupantes podem ter ainda entre 10 e 20 horas de oxigênio extra no interior da cabine.

A quantidade de oxigênio extra dentro da cabine é impossível de medir e o tempo que ela durará também, explica o doutor Richard Moon, professor de Anestesiologia da Universidade Duke, nos EUA, em entrevista à “ABC News”.

Mesmo assim, é possível que os cinco ocupantes do submersível desaparecido tenham ainda entre 10 e 20 horas de oxigênio, afirmou o especialista, que atua como diretor do Centro Duke de Medicina Hiperbárica e Fisiologia Ambiental. "É possível estender o oxigênio disponível permanecendo calmo, evitando se movimentar e tomando sedativos leves, se disponíveis", declarou.

O nível de oxigênio entre 6% e 10% causará desconforto, falta de ar e possíveis sintomas como dor de cabeça e náusea. Quando o nível de oxigênio cair abaixo de 10%, os ocupantes do submersível sentirão os efeitos da privação, como falta de ar intensa e desconforto. O submersível possui um sistema de ventilação elétrica que filtra o dióxido de carbono do ambiente, mas sua durabilidade é desconhecida. Já o tanque teria capacidade para 96 horas ininterruptas.

(Com Folhapress)

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