Erupção vulcânica

Lava segue em direção à cidade da Islândia, e moradores são retirados

A atividade sísmica se acelerou bruscamente durante a noite; a lava flui a poucos metros de Grindavik

Por Agências
Publicado em 14 de janeiro de 2024 | 10:56
 
 
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Uma nova erupção vulcânica na Islândia foi registrada na manhã deste domingo, 14, ao Norte da cidade de Grindavik, na sequência de uma erupção ocorrida em dezembro na mesma região, anunciou a Agência Meteorológica da Islândia (IMO, na sigla em inglês). A atividade sísmica se acelerou bruscamente durante a noite, e os residentes de Grindavik foram retirados por volta das 3h locais (00h em Brasília), de acordo com a rádio e a televisão públicas islandesas.

A Islândia se situa entre as placas tectônicas da Eurásia e da América do Norte e é uma das mais ativas regiões vulcânicas terrestres, com 33 vulcões, ou sistemas vulcânicos listados como ativos. Nos últimos dois anos, o país nórdico registrou três erupções vulcânicas na ilha: em agosto de 2022, julho deste ano e em dezembro.

"Lava flui em direção a Grindavik"
"A lava está fluindo algumas centenas de metros ao norte da cidade, isto é, de 400 a 500 metros", disse Kristín Jónsdóttir, do Escritório Meteorológico da Islândia, à televisão islandesa RUV. "A lava flui em direção a Grindavik".

Os residentes de Grindavik foram anteriormente retirados de suas casas em novembro e tiveram de ficar longe da cidade por seis semanas após uma série de terremotos e a suspeita de uma possível erupção vulcânica.

O vizinho spa geotérmico Blue Lagoon - uma das maiores atrações turísticas da Islândia - também fechou temporariamente na ocasião. Nas semanas seguintes, muros defensivos foram colocados ao redor do vulcão na esperança de desviar o magma da cidade, mas as paredes das barreiras construídas ao norte de Grindavik foram rompidas e a lava está se movendo em direção à comunidade, disse o escritório meteorológico.

A Islândia, que fica acima de um ponto quente vulcânico no Atlântico Norte, tem uma erupção média a cada quatro ou cinco anos. A mais perturbadora dos últimos tempos foi a erupção do vulcão Eyjafjallajokull, em 2010, que lançou enormes nuvens de cinzas na atmosfera e levou ao fechamento generalizado do espaço aéreo na Europa. (Estadão Conteúdo/Com agências internacionais)

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