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Soldados russos voltam como 'sádicos sexuais', e Putin lança cartilha para esposas suportarem abusos

Guia elaborado por governo russo solicita que companheiras tenham tolerância com formas agressivas de sexo

Por O TEMPO
Publicado em 16 de maio de 2024 | 20:05
 
 
 

Soldados russos enviados para o front de guerra na Ucrânia estão retornando com sérios problemas psicológicos. Segundo relatos do "The Sun", muitos deles voltam transformados em 'sádicos sexuais', exibindo comportamento agressivo durante as relações. Em resposta a essa preocupante realidade, o governo Putin lançou uma cartilha direcionada às esposas, solicitando compreensão e adaptação aos possíveis abusos que elas possam enfrentar.

Contudo, esse guia já está sendo alvo de contestação por parte de ativistas de direitos humanos, que argumentam que os soldados estão retornando com mudanças psicológicas profundas devido ao tempo vivido na guerra. Além disso, a cartilha pede que as esposas se certifiquem de que seus maridos não se sintam culpados pela situação.

Parte do conteúdo da cartilha afirma que "essas mudanças podem se manifestar na forma de intolerância temporária ao toque e na diminuição do desejo sexual. No entanto, também podem se apresentar como aumento da excitação sexual, necessidade de atividade sexual frequente e inclinação para formas agressivas de intimidade".

Cartilha elaborada pelo governo russo destinada a mulheres de soldados
Cartilha elaborada pelo governo russo destinada a mulheres de soldados

A cartilha pede que as mulheres ofereçam aos seus esposos a oportunidade de "descongelar" após o retorno da guerra, solicitando compreensão e suporte para lidar com a intolerância e as formas agressivas de intimidade.

Durante o conflito entre Rússia e Ucrânia, os casos de comportamento abusivo por parte dos soldados têm ganhado destaque. Sergei Shakmarov, ex-mercenário da empresa de segurança privada Wagner, foi condenado por estupro de duas estudantes, de 10 e 12 anos, em Novosibirsk, na Rússia, e sentenciado a 17 anos de prisão.

A ativista Alena Popova criticou veementemente a ação do governo, afirmando: "Essencialmente, as mulheres estão sendo instruídas a 'aguentar, você tem que estar lá, não importa o que ele faça'. Mas uma mulher não deve suportar tudo só porque o marido tem TEPT. Elas foram instruídas a suportar e obedecer, mas as mulheres não permanecerão em silêncio diante disso, suas vozes estão se tornando cada vez mais audíveis".

 

 

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