Política

Nicolás Maduro rechaça críticas de ‘ditadura’ por parte da esquerda

Ele já vem há tempos recebendo críticas à sua gestão por parte de alguns políticos de esquerda, ex-presidentes e até líderes atuais

Por Agências
Publicado em 19 de novembro de 2022 | 08:50
 
 
 
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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, rejeitou na sexta-feira (18) críticas de esquerdistas que rotulam seu governo como uma ditadura e os desafiou a debater seu país. “Há quem nos acusa de sermos ditadores. Entendo que (o ex-presidente chileno) Sebastián Piñera o faça, entendo que (o presidente brasileiro) Bolsonaro me acuse, entendo que o fascismo me acuse, mas da esquerda quem quiser nos acusar terá que sentar cara a cara conosco”, declarou Maduro.

O presidente, que liderou uma reunião do Fórum de São Paulo realizada em Caracas, disse que quem o acusa de ser um ditador deve “debater a verdadeira Venezuela”. "Quem quiser, onde quiser, qualquer que seja o nome, onde quer que esteja, qualquer posição que tenha: de covarde não nos chamam, podem fazer qualquer crítica, mas de covarde não podem nos acusar”, continuou.

Maduro recebeu críticas à sua gestão no passado por parte de alguns políticos de esquerda, ex-presidentes e até líderes atuais, como o chileno Gabriel Boric. “Fico irritado quando você é de esquerda e pode condenar as violações dos direitos humanos no Iêmen ou em El Salvador, mas não pode falar sobre Venezuela, Nicarágua ou Chile”, afirmou Boric em setembro em um fórum alternativo à Assembleia Geral da ONU. 

O governo venezuelano não comentou a declaração, mas Diosdado Cabello, líder considerado número dois do chavismo, condenou as palavras do presidente do Chile.

Maduro também se referiu ao novo “cenário geopolítico regional” após as vitórias eleitorais de Luiz Inácio Lula da Silva no Brasil e Gustavo Petro na Colômbia, e observou que as perspectivas são “muito favoráveis para as forças da mudança”.

Essas vitórias “abrem uma nova era geopolítica para a América Latina e uma grande oportunidade para construir nossa nova independência, para construir novas democracias, para acabar com o modelo neoliberal”, defendeu. (AFP)

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