ELEIÇÕES 2024

Bella Gonçalves cobra união de nomes da esquerda e diz que poderia desistir de disputar a PBH

Deputada do PSOL disse que outros nomes da esquerda deveriam estar dispostos a recuar em torno da ‘unidade’ em Belo Horizonte; partido tem acordo com o PT 

Por Lucas Negrisoli
Publicado em 10 de junho de 2024 | 18:38
 
 
 

A deputada estadual Bella Gonçalves (PSOL) admite que sua pré-candidatura está “a serviço da construção da unidade progressista em Belo Horizonte” e que todos os pré-candidatos de esquerda devem estar dispostos a “recuar” para uma união no primeiro turno das eleições de 2024. 

“Eu sempre disse que minha pré-candidatura não está pautada no ego, em uma disputa de baixo nível. Ela vem para ganhar Belo Horizonte, e, é claro, eu sempre estaria disposta a recuar se isso for importante para a unidade (da esquerda)”, declarou Bella. 

Contudo, ela ressalta que, por ora, a pré-candidatura “está mantida” e foi referendada pela federação Rede-PSOL. “Até agora, nada mudou em relação a isso”, reforçou. 

“Desde as últimas eleições municipais, o PSOL quer a unidade do campo progressista e de esquerda para vencer as eleições em Belo Horizonte. Agora, estamos dispostos a fazer diálogo com todos os partidos do campo progressista para encontrar alternativas de vencer as eleições e recuperar o brilho da cidade. Nesse sentido, já fechamos um acordo com o PT. Queremos que o PDT venha junto e também outros partidos, para que a gente possa, em uma mesa tranquila, debater qual é a melhor configuração de chapa para nos fortalecer num processo de disputa eleitoral”, afirma Bella.

A parlamentar diz que “só não recua quem está pensando no próprio umbigo”. “Para discutir unidade, não podemos deixar ego e disputa baixa tomarem conta de nós. Temos que ter compromisso com a cidade e estar abertos para poder conversar sobre qualquer configuração (de chapa). Nenhuma decisão vai ser tomada por mim individualmente”, completa a deputada estadual. 

Na quarta-feira, o presidente Lula (PT) foi o anfitrião de um encontro, que tratou de um acordo para juntar PT e PSOL ainda no primeiro turno da disputa pela prefeitura de Belo Horizonte. A intenção do petista foi acelerar uma união das candidaturas de Rogério Correia e Bella Gonçalves. Também participaram da reunião as presidentes nacionais do PT e do PSOL, Gleisi Hoffmann e Paula Coradi, além de Thais Console, que é presidente do PSOL em Minas. Com o acordo, bastaria agora definir como vai ficar a composição final da chapa. Está certo que os dois partidos caminham juntos na corrida eleitoral por Belo Horizonte.

O presidente da federação PSOL-Rede em Minas Gerais, que é representante da Rede, Paulo Miranda, reforça que não há definição sobre quem encabeçará uma possível chapa PT-PSOL e diz que apenas a união das candidaturas ficou definida. “A candidatura da deputada Bella não foi retirada, mas foi definido que vai haver uma unidade das duas federações. Há possibilidade tanto dela quanto de o Rogério retirarem a candidatura”, defende.

Em paralelo, ainda há a tensão entre Bella e Ana Paula Siqueira (Rede), que é da mesma federação da pré-candidata, e manteve sua intenção de concorrer à Prefeitura de Belo Horizonte em contraponto ao que foi indicado pela federação. Ana Paula ainda anunciou que caminhará junto com a deputada federal Duda Salabert (PDT) na corrida eleitoral. A decisão foi comunicada por meio de uma nota conjunta divulgada pelas duas deputadas. O anúncio do apoio de Ana Paula a Duda gerou incômodo em Bella.

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