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Valdemar Costa Neto cobra PL unido ao governo Zema de olho em 2026

Deputados do partido têm votado contra o governo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais

Por Leonardo Augusto
Publicado em 10 de junho de 2024 | 15:51 - Atualizado em 10 de junho de 2024 | 17:31
 
 
 

O presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, cobrou nesta segunda-feira (10/06), em Belo Horizonte, que os deputados estaduais do partido votem a favor de projetos do governador Romeu Zema (Novo) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

De uma bancada de 11 parlamentares, a segunda maior da Casa, ao menos cinco deles têm se posicionado contra o governo estadual, principalmente em projetos de lei relativos à segurança pública e à remuneração dos servidores públicos, como aconteceu na semana passada.

Costa Neto justificou a cobrança vislumbrando o cenário político nas eleições daqui a pouco mais de dois anos, para a Presidência da República. “O Zema vai ser uma força grande em 2026. Isso é importantíssimo para nós. Temos que estar juntos”, afirmou.

O presidente do Partido Liberal está em Belo Horizonte para a posse da deputada estadual Alê Portela (PL) como secretária de Desenvolvimento Social de Zema.

A posse acontece às 16h30 na Cidade Administrativa. Antes, Costa Neto se encontrou com parlamentares da legenda em Minas na sede do partido, no Belvedere, região centro-sul da capital.

Um dos deputados presentes na reunião está entre os mais ferrenhos opositores ao governo Zema, Sargento Rodrigues. O parlamentar disse que falta muito ainda para que o partido caminhe integralmente com Zema.

"O presidente Valdemar da Costa Neto é o nosso líder maior dentro do PL, mas cada estado tem sua peculiaridade. Aqui em Minas, para o PL estar absolutamente fechado com o Zema em 2026, ele tem que cuidar bem da segurança. E (ele) vem tratando (a categoria) muito mal", disse.

Afinidades 

O presidente estadual do PL, deputado federal Domingos Sávio, afirmou haver afinidades com o governo Zema. “Devemos procurar nos alinhar dentro dessas afinidades. Não é simplesmente participar de governo. Ter um cargo no governo. É muito mais do que isso. Muito mais do que cargo, é começarmos a discutir o que pode ser melhorado no governo, inclusive com relação à segurança pública”, disse.

Para o político, a área é a única em que há divergências com o Palácio Tiradentes. “Então, em vez de ficarmos dizendo que somos um partido dividido, é preciso ver o que é possível fazer, em termos de sugestão, de participação, no governo, para que tenha proposta razoável, justa, que seja possível executar, para a segurança pública, que é sem dúvida algo muito importante”, argumentou. 

“Com isso, eu acho que a gente fica 100% unido. Porque eu não vejo um PL dividido na Assembleia. Vejo uma divisão pontual em algumas matérias. Eu diria que hoje, praticamente com relação à segurança pública, no sentido da valorização do servidor da segurança pública”, afirmou o presidente estadual da legenda.

Na semana passada, durante a votação do reajuste salarial do funcionalismo público, que ficou em 4,62%, deputados do PL como Sargento Rodrigues, Caporezzo e Delegada Sheila votaram, juntamente com a oposição ao governo Zema, a favor de emendas que aumentavam o percentual para 10,67%. A base do Palácio Tiradentes na Casa, porém, teve mais votos e as emendas foram derrubadas.

 

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