Ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a Ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, respondeu a uma fala do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), sobre pessoas em situação de rua. A ministra foi chamada por Lula para responder o governador, que não estava no evento em Contagem, na região metropolitana, nem enviou representante. A cerimônia aconteceu para o lançamento da seleção do Novo PAC para mobilidade, com R$ 1 bilhão para o metrô de Contagem, e incluiu visita às obras na avenida Newton Cardoso.

A ministra se referiu a uma fala de Zema no programa Roda Viva, da TV Cultura, na segunda-feira (25/8). “O Zema falou uma coisa absurda no Roda Viva. Que as cidades estão virando chiqueiros por causa da população em situação de rua. Mas o que ele não diz é que não faz nenhuma política para garantir direito à moradia”, disse a ministra, que tem trajetória na política mineira.

“A população de rua precisa primeiro de moradia, que é o que o presidente Lula está fazendo. No ‘Minha Casa, Minha Vida, de todas as obras, 3% serão destinadas à população em situação de rua”, destacou.

Durante a entrevista ao programa, Zema afirmou que estão sendo criados “verdadeiros chiqueiros humanos nas grandes cidades do Brasil por omissão do setor público, que fica só nessa 'guerrinha' de perseguir o adversário e esqueceu essas pessoas. Eu tive a coragem de falar sobre esse problema", afirmou

O governador ainda alegou que a maioria dos moradores de rua é de "dependentes químicos, pessoas que perderam a noção da realidade".

Já Macaé afirmou que a população foi para a rua na época em que não houve aumento do salário mínimo além da inflação. “A população que está na rua, presidente, foi para a rua na época que a gente não teve nenhuma valorização do salário mínimo. E que o desemprego no nosso país tinha crescido”.

“Nós voltamos a valorizar o salário mínimo. Nós voltamos a garantir que muitas pessoas pudessem arcar com a comida na mesa, porque às vezes se não tem comida na mesa, como é que vai ter pagar um teto para morar?”, indagou.