BRASÍLIA - O Projeto de Lei (PL) que legaliza bingos, cassinos e o jogo do bicho entrou na pauta do plenário do Senado Federal e pode ir à votação na sessão de quarta-feira (4). A Frente Parlamentar Evangélica é crítica à liberação e articula para retirar a proposta da pauta ou derrotá-la na votação. 

"Como relator do marco de câmbio, identificamos que a lavagem de dinheiro de organizações criminosas passa pelo Brasil e é facilitada pelos jogos de azar", declarou o presidente da Frente, senador Carlos Viana (Podemos-MG). "Com o endurecimento da legislação sobre a lavagem de dinheiro, os jogos e os cassinos se tornam os preferidos para o crime. Será um retrocesso enorme", acrescentou. 

A movimentação para barrar a votação do projeto encontra resistência no colégio de líderes. Em reunião na última quinta-feira, os senadores que representam as bancadas pediram ao presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a inclusão da proposta na pauta. 

"A questão da legalização dos jogos veio da Câmara dos Deputados e conta com o apoio do governo. O Senado precisa decidir se aprova ou não, e diversos senadores me pediram na reunião de líderes para submetermos o texto ao plenário", afirmou o presidente. 

O relatório que irá à votação foi elaborado pelo relator, senador Irajá (PSD-TO). Ele regulamenta a exploração dos jogos e também das apostas esportivas no Brasil - liberadas no país durante o governo Temer (MDB). 

"Houve, de fato, um erro nacional de termos permitido a legalização das apostas sem haver a legalização dos jogos físicos", avaliou Pacheco. O projeto é polêmico e estava travado desde agosto, quando os senadores se debruçaram sobre o mérito dele em sessão temática.