ENTREVISTA

Mourão é cobrado por não ir até o RS ajudar vítimas: ‘Sou um homem de 70 anos’

Ao rebater as reclamações, o ex-vice-presidente da República citou limitações impostas pela sua idade e afirmou que seria “desvio de função” se ‘deslocar do ponto A para o ponto B’

Por O TEMPO Brasília
Publicado em 24 de maio de 2024 | 18:18
 
 
 

BRASÍLIA - O senador Hamilton Mourão (Republicanos) tem recebido críticas pelas redes sociais por não ter comparecido pessoalmente para prestar assistência à população do Rio Grande do Sul, Estado pelo qual foi eleito. Ao rebater as reclamações, o ex-vice-presidente da República citou limitações impostas pela sua idade e afirmou que seria “desvio de função” se "deslocar do ponto A para o ponto B".

“Olha, eu entendo isso aí. Mas vamos lembrar sempre que eu sou um homem de 70 anos de idade. Quantos homens de 70 anos de idade estão no meio da água? Tem alguém da minha idade salvando gente? Mas eu não vejo isso como minha função. Eu estaria tendo um desvio de função, essa é a minha visão”, respondeu ao ser questionado durante entrevista à Rádio Gaúcha.

Em outro momento da entrevista, Mourão declarou que o foco do seu trabalho  é no Parlamento em Brasília, onde busca atender às necessidades da população gaúcha por meio da legislação: “Eu não sou Executivo. Eu não tenho a missão de estar me deslocando do ponto A para o ponto B. Eu tenho é que criar facilidades para os responsáveis por executar as tarefas consigam fazê-las”.

O senador disse ainda que encaminha recursos para as áreas afetadas e que, diferentemente de outras pessoas, têm ajudado o Estado, mas sem a necessidade de se expor. “Eu já mandei inúmeras carretas de doação para o Rio Grande do Sul e sem falar nada. (...) O meu trabalho para que as pessoas saiam dessa situação difícil é um trabalho silente, contínuo e sem querer capitalizar politicamente”.

A última atualização da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, até a manhã desta sexta-feira (24), aponta que 469 dos 497 municípios foram afetados com os temporais. Foram confirmadas 163 mortes, 806 pessoas feridas e outras 65 estão desaparecidas. O número de pessoas afetadas pelas chuvas é de 2,3 milhões. 

 

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