BRASÍLIA - O desfile do 7 de setembro deste ano, organizado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), terá o mote “Brasil Soberano”. O novo slogan da gestão petista “Do lado do povo brasileiro” também será lançado na Semana da Pátria, que acontece na semana de início do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete réus, por suposta tentativa de golpe de Estado em 2022.
A nova marca do governo Lula foi motivada pelo tarifaço de 50% do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos produtos brasileiros, e terá como discurso “a gente não vai abaixar a cabeça para quem ameaça a nossa soberania”.
Um dos temas centrais, por exemplo, será a defesa do Pix, alvo de uma investigação comercial aberta pelo governo americano em 15 de julho e ainda em andamento. O Pix foi colocado na lista de supostas práticas "desleais" que vêm sendo analisadas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), como "serviço de pagamento eletrônico desenvolvido pelo governo".
Por isso, a propaganda do governo vai destacar que “o Pix é nosso. É de graça. Está do lado de todo o brasileiro”.
O novo slogan foi apresentado pelo ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), Sidônio Palmeira, durante reunião ministerial de Lula, no último dia 26.
7 de Setembro também terá manifestações de esquerda e de direita
Nas redes sociais, partidos de esquerda e centrais sindicais convocam apoiadores para protestar, no dia 7 de setembro, em defesa do “Brasil soberano” e “O Brasil é dos brasileiros”. O fim da escala 6 x 1 e a reforma do Imposto de Renda, tratada como mais justiça social, também estão na pauta.
Entre os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, as manifestações convocadas por aliados reforçam o coro de “Fora Moraes” e “Anistia já”. Investigado pelo STF por suspeita de coação, o pastor Silas Malafaia é responsável pela organização do ato principal, na Avenida Paulista, em São Paulo.
Por lá, devem comparecer a primeira-dama Michelle Bolsonaro, os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Romeu Zema (Novo-MG), além dos filhos do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), e parlamentares.
Os governadores de direita foram criticados por não terem comparecido ao último ato na Paulista, em 3 de agosto, em defesa a Bolsonaro.
“Cadê aqueles que dizem ser a opção no lugar de Bolsonaro? Cadê eles? Onde é que eles estão? Era pra tá aqui, minha gente”, questionou Malafaia, em seu discurso, na ocasião.