O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, rasgou elogios à Câmara dos Deputados e ao relator do arcabouço fiscal, Cláudio Cajado (PP-BA),  no dia em que a Câmara deve votar o requerimento de urgência do novo arcabouço fiscal. As declarações foram datas em participação na audiência conjunta das comissões de Desenvolvimento Econômico; de Finanças e Tributação; e de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados.

Na conversa com os parlamentares, ele defendeu a proposta, afirmou que deve haver uma preocupação com a solidez do texto e também com o espaço para investimentos, e elogiou o trabalho do relator.

"Eu entendo as pessoas que estão criticando o arcabouço, ou pelo lado mais conservador, ou pelo lado mais progressista. Eu entendo. Quem é mais conservador quer arrochar mais. Quem é mais progressista está preocupado com o Fundeb, está preocupado com o servidor público, está preocupado com o salário mínimo. Então, são questões. Você vai dizer que é injusto? Agora, quando você tem uma casa com 513 parlamentares, com visões diferentes, o relator fez um trabalho para tentar buscar aquele centro expandido para obter um resultado pretendido. Não apenas os 257 votos para aprovar uma lei complementar, mas um espaço ainda maior, de 300, 350 votos para sinalizar ao país que este centro está sendo reforçado. que nós estamos despolarizando o Brasil para o bem do próprio país", afirmou.

Haddad afirmou que tem sido muito bem recebido pelos parlamentares e sentido total abertura da Câmara para tratar do assunto.

"Sou testemunha da abertura que estamos encontrando na Câmara dos Deputados. Eu tenho visto uma disposição muito grande ao diálogo para recompor as bases do entendimento em proveito do interesse do Estado brasileiro. Por isso que comecei a minha fala agradecendo. E não agradeci à base do governo. Agradeci à Câmara dos Deputados. Pois em todas as ocasiões em que ou aqui ou na casa do deputado Arthur Lira, que abre sua casa como é sobejamente conhecido, abre sua casa para o debate, eu encontrei respeito, eu encontrei abertura, eu encontrei disposição para repavimentar um caminho de construção que não fosse só visando a questão de governo, mas a questão do estado brasileiro.

O TEMPO agora está em Brasília. Acesse a capa especial da capital federal para acompanhar as notícias dos Três Poderes.