Em resposta a rumores sobre a possibilidade de uma eventual indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para uma das cadeiras de ministro no Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em entrevista exclusiva a O TEMPO, não ser possível falar sobre o assunto até que, de fato, surja uma vaga na Corte. 

“Não há como falar sobre uma vaga no Supremo que nem existe, pois até o ano de 2028, nenhum ministro da corte terá de deixar a sua vaga pela aposentadoria compulsória”, comentou o chefe do Executivo federal. 

Confira aqui, na íntegra, a entrevista com o presidente Lula, concedida com exclusividade a O TEMPO 

Os rumores sobre uma possível indicação de Pacheco à corte voltaram a ganhar força quando, no início deste mês, passou a ser ventilada a hipótese de que o atual presidente do STF, Luís Roberto Barroso, anteciparia a aposentadoria. O magistrado deixaria o comando do Supremo em 29/9. Entretanto, no último dia 18/8, Barroso veio a público negar interesse em adiantar sua saída do Supremo. 

Lula aproveitou para afagar Pacheco, um de seus principais aliados políticos em território mineiro e possível pré-candidato ao governo de Minas em 2026. “Posso falar sobre Rodrigo Pacheco, que teve um papel fundamental na defesa da democracia brasileira quando ela foi alvo dos ataques golpistas no 8 de janeiro. Sua firmeza e sua serenidade ajudaram nossas instituições a saírem ainda mais fortes daquele episódio. Além disso, ele foi um aliado importante na construção e aprovação de leis que recolocaram o Brasil no rumo do crescimento com inclusão”, exaltou o presidente. 

Na véspera de completar sua 11ª visita a Minas Gerais durante o atual mandato, o mandatário petista ainda reiterou o interesse de ver o senador à frente do Palácio Tiradentes. “Tenho certeza de que Pacheco pode contribuir ainda mais para a política brasileira e, mais de uma vez, já disse publicamente que queria muito vê-lo governando o estado de Minas Gerais, o que seria uma grande conquista para toda a população mineira”, concluiu. 

*A entrevista foi concedida por e-mail.