O atacante Pedro e outros jogadores do Flamengo foram encaminhados a um Batalhão da Polícia Militar em Belo Horizonte, na madrugada deste domingo (30/7), e em seguida à Central de Flagrantes (Ceflan I), no bairro Floresta, para o registro de um boletim de ocorrência no caso de agressão durante a partida contra o Atlético, na noite de sábado, no estádio Independência.

O preparador físico Pablo Fernandez, membro da comissão técnica do argentino Jorge Sampaoli, é acusado de dar um soco no rosto do atacante após discussão com o atleta, que estava no banco de reservas. 

Além de Pedro e o preparador acusado de agressão, foram ao Batalhão o vice-presidente do Flamengo, Marcos Braz, e os atletas Thiago Maia, Everton Cebolinha e Pablo, como testemunhas. Pedro e Pablo foram ouvidos, e o jogador agredido passará por exame de corpo de delito.

A delegação do Flamengo retorna ao Rio de Janeiro nesta madrugada, já que tinha limite de até às 3h para o voo decolar da capital mineira. Os jogadores que ficaram retornam na manhã de domingo.

A reportagem de O Tempo Sports acompanha a evolução do caso desde o encerramento do jogo, em que o time carioca venceu o Galo por 2 a 1, de virada, em partida da 17ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Antes de deixar o estádio, Pedro postou em suas redes sociais relato sobre o ocorrido: “O que aconteceu hoje foi mais grave do que pode acontecer dentro das quatro linhas”. “Covardemente, sem motivo e inexplicavelmente, fui agredido, com um soco no rosto, por Pablo Fernandez, membro da comissão técnica do Sampaoli. A covardia física se sobrepôs diante da covardia psicológica que tenho sofrido nas últimas semanas”, disse, deixando a entender que já havia uma tensão anterior.