Daniel Ottoni
@dottoni
01/03/21
11h42

Sem tristeza

Com hino e foguetes, atleticano é enterrado após registrar pedido em cartório

Registro de José Sacramento Santos, mais conhecido com Zezinho Badalo, de 70 anos, foi feito em cartório e cumprido pela família

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Banda que tocou no enterro leva o nome da igreja da cidade — Foto: Arquivo pessoal
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Pedido foi feito em 2019 — Foto: Arquivo pessoal
Daniel Ottoni | @dottoni
01/03/21 - 11h42

Um torcedor do Atlético teve atendido um pedido de 2019 para que o hino do clube fosse tocado durante seu velório e enterro. José Sacramento Santos, mais conhecido com Zezinho Badalo, de 70 anos, era morador da cidade mineira de Taquaraçu de Minas, cerca de 50km de Belo Horizonte. 

Em 2019, ele registrou em cartório o seguinte pedido:  "quando falecer, quero comida, bebida, foguete e a banda tocando, até o cemitério, o hino do Atlético e a música 'Coração de Estudante'. Quero ver todos alegres e felizes. Quando eu morrer, não vou estar mais presente em corpo, mas sim de espírito. Estarei com vocês no pensamento, de cada um que gosta de mim", escreveu José Sacramento no documento que foi registrado no dia 16 de julho de 2019.

O senhor faleceu neste domingo, sendo enterrado na manhã desta segunda-feira, justamente no dia do aniversário de 58 da cidade, tendo (quase) todos os seus pedidos atendidos pelos amigos e familiares. "Só não teve a bebida. Ele era muito atleticano e a gente já tinha conhecimento desse pedido dele. A banda da cidade se apresentou e fez a homenagem sem cobrar nada, fizeram de coração mesmo", comenta Gisele Santos, sobrinha de Zezinho Badalo, que tinha problemas cardíacos. Os hinos e a música 'Coração de Estudante' foram tocados em um pen drive. 

A Filarmônica Santíssimo Sacramento tocou três músicas que costuma reproduzir quando membros da banda falecem. 

Uma das homenagens recebidas por Badalo veio da amiga de longa data Elza Marta Santos, que leu um pequeno texto escrito por ela. "Ele era muito atleticano e um católico fervoroso, sempre comparecia às festas religiosas da cidade. A coisa que ele achava mais linda no mundo era a Igreja do Santíssimo Sacramento. A gente convivia há muitos anos e a amizade dele transcendia o normal. A sensação é de dor por saber que não o verei mais", afirma. 

 

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