Gabriel Pazini
@superfcoficial
01/10/19
06h00

Identificação

Galo já recusou China e Europa pelo 'renascido' Luan, que planeja futuro

Menino Maluquinho voltou a balançar as redes e deu a vitória ao Atlético contra o Ceará

Luan foi decisivo contra o Ceará — Foto: Gledston Tavares/FramePhoto/Folhapress
Gabriel Pazini | @superfcoficial
01/10/19 - 06h00

"Vamos, eu sei que você quer mais. Vamos e abra sua porta. Depois de tudo descobrirá que você sempre foi um de nós." Após ser vaiado no empate com o Fortaleza, Luan ficou no banco sem entrar em sete partidas, entrou nos minutos finais de três jogos, foi titular apenas na derrota para o Bahia, quando o Atlético jogou com um time reserva e viu a invencibilidade no Independência em 2019 ruir, viu seu nome envolvido em polêmicas e sequer foi relacionado para o duelo de ida da semifinal da Copa Sul-americana, contra o Colón-ARG, em Santa Fé.

Tudo mudou, porém, quando ele teve uma chance de 20 minutos contra o Avaí, no confronto seguinte, e agarrou a oportunidade. A boa atuação lhe deu a titularidade nos compromissos posteriores, no embate de volta com o Colón e na vitória por 2 a 1 sobre o Ceará, conquistada com ele anotando o gol do triunfo, que marcou o fim da sequência de derrotas alvinegras no Campeonato Brasileiro e o jejum de 38 jogos do meio-campista. O jogador não balançava as redes desde 7 de abril, na goleada por 5 a 0 sobre o Boa Esporte, pelo Campeonato Mineiro.

Com 40 jogos e apenas três gols em 2019, Luan vive um ano diferente no Atlético, ainda assim, como diz o trecho de 'One Of Us' - música de Liam Gallagher -, usado para abrir este texto, o Menino Maluquinho "sempre foi um de nós". Luan sempre foi Galo.

Não à toa, o Atlético recusou, nos últimos anos, propostas milionárias da China, do Oriente Médio e da Europa pelo jogador que, antes mesmo de chegar ao Galo, já cantava o hino do clube, e isso em 2012, quando ainda estava na Ponte Preta, e durante um duelo com o próprio Atlético. Ele trocou camisas com Guilherme após aquela partida e, em casa, vestiu o uniforme atleticano e disse para a esposa que tinha ficado bonito e combinava com ele.

"Sempre existiu contato com vários clubes interessados no Luan, mas nunca teve negócio porque os clubes não se acertaram. Teve muita procura de clubes da China, do Oriente Médio e da Europa, mas por ele ser um ídolo e muito identificado com o clube e a torcida, o Atlético sempre rejeitou, nunca quis negociar e manteve o Luan no elenco. Teve o contato com o Corinthians no começo do ano também, mas os clubes não se acertaram e ele saiu", revelou Beto Rappa, empresário do jogador, ao Super.FC.

As raras vaias que ele ouviu contra o Fortaleza voltaram a ser os aplausos habituais após a vitória sobre o Ceará. Luan é mais "um de nós" do Atlético e pelas várias conquistas e pela enorme identificação com o clube e a torcida, sempre será Galo. No entanto, segundo o agente, o jogador pode deixar o time alvinegro no futuro. "Ele tem vontade de sair e buscar novos desafios para a carreira dele", declarou Rappa.

O meia tem contrato com o Atlético até 30 de abril de 2022.

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