Da redação
@otempo
25/09/20
18h00

Saída conturbada

Grupo do WhatsApp, treinos e salário: Ricardo Oliveira fala sobre saída do Galo

Atacante teve rescisão com o Atlético publicada no BID no começo deste mês

Ricardo Oliveira chegou ao Galo em 2018 e marcou 37 gols pelo clube — Foto: Bruno Cantini/Atlético
Da redação | @otempo
25/09/20 - 18h00

Titular no primeiro jogo de Sampaoli no Atlético, o atacante Ricardo Oliveira não sabia que o confronto com o Villa Nova seria sua última partida com a camisa do clube. Na sequência, o Galo interrompeu as atividades em decorrência da pandemia e, na retomada dos treinos, decidiu não seguir com o experiente jogador. Ricardo falou sobre sua saída do Atlético e revelou algumas situações que o chatearam.

"Fui excluído do grupo de WhatsApp do time, ninguém me deu nenhum respaldo para fazer os treinamentos. Ninguém me ligou nesse período todo. A informação que chegava para mim era pra eu ir treinando e seguindo o cronograma de antes da pandemia. Passaram um áudio. A orientação era pra eu ficar em casa, aguardando uma segunda ordem. O que nunca veio", comentou em entrevista ao programa Seleção SporTV.

+ Ricardo Oliveira dispara contra a diretoria do Galo: 'Não tiveram dignidade'

Outro ponto relatado por Ricardo Oliveira foi o fato de ele ter ficado sem receber do clube durante esse tempo. O último jogo do atacante com o Galo foi em março, enquanto a retomada dos treinos ocorreu em maio, quando ele foi informado de que não estava nos planos de Sampaoli. Já a rescisão do jogador com o clube saiu no BID no começo deste mês.

"Também fui excluído da folha salarial. Os meus companheiros recebiam seu vencimentos e eu não recebia os meus. Foi cortado o direito de imagem, CLT, não recebi absolutamente nada. Eu me senti desrespeitado porque sempre respeitei as pessoas. Quando eu era útil, eu me dediquei, deu o meu melhor ajudei dentro e fora de campo. A única coisa que eu gostaria era uma ligação do presidente, como ele fez muitas vezes, ou do diretor esportivo", completou.

Sampaoli e diretoria

Essa ligação que Ricardo cita é outro ponto que gerou chateação no jogador. Ao programa do SporTV, o atacante disse que esperava uma ligação do presidente do Atlético, Sérgio Sette Câmara, ou do diretor de futebol, Alexandre Mattos, relatando a saída.

Ao Super.FC, o Atlético informou, via departamento de futebol, que "tudo foi comunicado ao representante e ao advogado dele. Um deles, inclusive, disse que não precisava incomodar o atleta porque estava na fazenda e que eles mesmos [representantes] comunicariam", disse o clube.

Ricardo treinou poucos dias com Sampaoli antes da parada do futebol em decorrência da pandemia do novo coronavírus. Sobre o contato com o argentino no Atlético, o atacante revelou que não era muito próximo do treinador.

"Quando o Sampaoli chegou, eu treinava normalmente com ele. Fui escolhido para jogar de titular [contra o Villa Nova], e o relacionamento com ele nunca foi muito próximo, porque ele tem esse perfil de dar o treino e acabou. Não é um cara que se aproxima do atleta, que conversa. Fizemos um jogo juntos [contra o Villa Nova, pelo Mineiro] e veio a pandemia", completou.

 

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