Josias Pereira
@josiaspereira
21/01/21
18h57

Dívidas tributárias

Cruzeiro faz novo acordo com a PGFN e renegocia R$ 3,5 milhões em débitos

Valores, segundo o clube, equacionam déficit de 2019 e parte de 2020; desconto chegou a 25% e Raposa poderá pagar em até 120 parcelas

Cruzeiro segue se virando como pode no campo jurídico para equacionar suas dívidas tributárias — Foto: Alex de Jesus/O TEMPO
Josias Pereira | @josiaspereira
21/01/21 - 18h57

O Cruzeiro anunciou nesta quinta-feira (21) a formalização de um novo acordo com a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN). A tratativa foi firmada ainda no dia 29 de dezembro de 2020 e trata-se da renegociação de R$ 3,5 milhões aproximadamente de débitos inscritos na dívida ativa da união, referentes a de PIS (Programas de Integração Social), Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social) e IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte), majoritariamente datados de 2019 e do primeiro semestre de 2020. É o que informou o clube por meio de comunicado oficial. 

A transação gerou um desconto de cerca de 25% ao Cruzeiro e o pagamento em 120 parcelas. Em entrevista ao site oficial da equipe celeste, o presidente Sérgio Santos Rodrigues celebrou o novo acordo com a União. 

“Esta foi mais uma grande vitória do nosso Departamento Jurídico, que é capitaneado pelo superintendente Flávio Boson, e que conta com profissionais como o advogado tributarista João Paulo Almeida Melo, que nos auxiliou em mais este acordo. São grandes profissionais que estão prestando relevantes serviços ao Cruzeiro. Claro, registro, ainda, a importante interlocução neste tipo de demanda entre o jurídico e a diretoria financeira, que é liderada por Matheus Rocha. Aos poucos, com muito trabalho e dedicação, estamos resolvendo os problemas do Clube. Sabemos que nestes oito meses de gestão tivemos muitos erros e acertos. A caminhada é longa, mas nossa vontade de fazer do Cruzeiro uma instituição cada vez mais forte e de credibilidade é muito maior”, disse o dirigente, que vem recebendo muitas críticas da torcida nos últimos dias pela gestão da temporada 2020/2021. 

Esse foi o segundo grande acordo estabelecido entre o Cruzeiro e a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Em outubro de 2020. o clube conseguiu um desconto de R$ 152 milhões no valor total da dívida. O clube se comprometeu a pagar os R$ 182 milhões restantes em 12 anos. As mensalidades são progressivas, ou seja, aumentam de acordo com o tempo. No primeiro ano, serão R$ 350 mil por mês.

O Cruzeiro descreveu, em nota, os valores envolvidos na nova negociação com a PGFN: 

PIS

Vencimentos em 25/03/2020 e 25/08/2020. Valor: R$ 112,372,20

PIS e COFINS retidos

Vencimentos em 20/03/2019 e 20/03/2020 a 19/06/2020. Valor: R$ 119.853,55

IRRF vencidos de folha de pagamento em 02/02/2020 + IRRF de PJ, vencidos entre 20/03/2020 e 20/05/2020, no valor de R$ 3.214.731,08

FGTS em cobrança

Na mesma nota, o Cruzeiro se posicionou sobre uma ação movida pela União. Nela, o clube tem um prazo para quitar R$ 8.008.708,91 à União, referente ao não repasse do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), no período de 1994 a 2015. Segundo o comunicado, o departamento jurídico do clube está acompanhando o caso e vai se posicionar em momento oportuno.

 

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