Frederico Jota
@superfcoficial
04/09/19
12h00

Ídolo

Palhinha, herói de 1976, acredita na classificação do Cruzeiro

Na opinião de um dos maiores artilheiros da história da Raposa, se jogar de forma objetiva, equipe pode voltar de Porto Alegre classificada

Palhinha confia na classificação do Cruzeiro diante do Internacional, pela Copa do Brasil — Foto: Mariela Guimarães
Frederico Jota | @superfcoficial
04/09/19 - 12h00

Um dos maiores artilheiros da história do Cruzeiro e protagonista de históricos duelos contra o Internacional, adversário de hoje em Porto Alegre, Palhinha deu a receita para a Raposa conseguir a classificação no Beira-Rio, em entrevista exclusiva ao SUPER.FC.
Para o artilheiro da Libertadores de 1976, só tem uma alternativa: “O Cruzeiro tem que jogar um futebol objetivo e que procure o gol. Com o Rogério Ceni, o time é mais ofensivo. Dá para reverter a vantagem do Inter”, disse o antigo camisa 9, autor de 145 gols pelo clube, o sétimo maior artilheiro da história.

Na opinião de Palhinha, a chegada de Rogério foi muito positiva. “Ceni trouxe um pouco de paz em um momento conturbado. Os jogadores não estavam rendendo, e ele trouxe tranquilidade para o ambiente. Os resultados estão aparecendo, e isso anima o torcedor e o clube”, disse.
 

HISTÓRIA

Palhinha vivenciou um momento histórico do duelo entre Cruzeiro e Internacional, que decidiram o Brasileirão de 1975, vencido pelo time gaúcho. “No lance em que perdemos aquele título, o Valdomiro se jogou, e foi marcada uma falta. Da falta, Figueroa fez o gol de cabeça. Aquilo nos revoltou bastante”, relembrou o ex-jogador. 

Naquele jogo, Palhinha recebeu uma cotovelada do zagueiro chileno Figueroa. Ele não esqueceu da pancada. E preparou o revide.
Os dois rivais se encontraram novamente na Libertadores de 1976. E o Mineirão viu um de seus maiores jogos exatamente na estreia, um incrível 5 a 4 do Cruzeiro contra o Colorado.

Palhinha fez de tudo. Marcou os dois primeiros gols e decidiu descontar a cotovelada do ano anterior. “Olhei para ele no fundo do campo e pensei: vou descontar. Mas, como eu não sabia dar cotovelada, acertei ele com a parte de cima do braço, uma área com mais músculos. Ele se jogou, fui expulso, mas a torcida me apoiou quando eu saí”, relembrou. “Fiquei revoltado. Hoje, eu o deixaria quieto e faria mais gols na partida”, disse. 

O revide veio mesmo com a vaga. Além do 5 a 4, o Cruzeiro venceu por 2 a 0 no Beira-Rio e deixou o Inter pelo caminho. Exatamente o que Palhinha torce para que aconteça hoje.
 

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