Daniel Ottoni
@supernoticiafm
25/12/19
12h36

Mountain bike

Força feminina faz a diferença na manutenção de categoria da Copa Michelin

Baixa demanda fez organização considerar retirada de uma das opções do evento; união de participantes fez com que ideia fosse repensada

União feminina chamou atenção do organizador Rogério Bernardes — Foto: Fábio Piva
Daniel Ottoni | @supernoticiafm
25/12/19 - 12h36

A baixa procura de mulheres inscritas em uma das categorias na Copa Michelin de mountain bike fez com que a organização considerasse colocar um ponto final na participação no XCO (cross-country). A ideia seria que outras categorias ficassem como opções para a temporada 2020, que terá sua primeira prova em março, em Araxá. As provas da Copa contam pontos no ranking mundial e costumam atrair atletas do Brasil e do mundo, como Henrique Avancini, melhor ciclista do país em todos os tempos (atual número dois do mundo). 

No entanto, a união da mulherada pesou para convencer Rogério Bernardes, maior responsável pela organização da prova, que está próxima de completar 20 anos de vida. “Inicialmente vimos uma demanda de muitas mulheres falando que não correriam XCO, mas correriam Maratona. Porém, vimos que há a necessidade dessa modalidade para as atletas e assim decidimos manter o XCO para as categorias oficiais e criamos mais uma categoria para as mulheres que quiserem participar da Maratona de forma mais leve. Criamos um grupo e isso foi aumentando. Entramos em contato com atletas que são referências como Jaqueline Mourão e Raíza Goulão. Isso foi tomando uma proporção tão grande que até mulheres que não pedalam no XCO também começaram a participar do movimento”, conta Bernardes. 

Quem viu a chance de ficar de fora de uma prova considerada uma das suas preferidas, tentou fazer sua parte para que o cross country seguisse como opção.  “Queríamos resolver da melhor forma, porque também é compreensível o lado do organizador, envolvendo questões de burocracias por exemplo. Mas queríamos nosso espaço. O Rogério foi bem solícito, nos ouviu e atendeu às demandas. É muito importante essa abertura, já que a CIMTB é uma das poucas provas no Brasil que tem categorias femininas para o XCO”, destaca a atleta e estudante de direito, Letícia Coura.

Apesar de estar ciente das dificuldades, Rogério mostrou-se aberto para escutar e considerar a opinião das meninas, que costumam marcar presença com frequência no evento. “A gente teve uma abertura muito legal por parte do Rogério. A gente queria manter o espaço que tínhamos conquistado e senti que ele ficou surpreso e orgulhoso. Nosso movimento vem crescendo e as provas aqui em Minas Gerais estão aumentando o espaço para as mulheres. Eu acho que tudo isso vai aumentar a participação das mulheres nas provas porque foi uma mobilização muito grande e as meninas empolgaram muito. Tem atletas que não correriam o XCO e estão super motivadas de começar a modalidade”, indica a atleta Raquel Gontijo.

Confira o calendário completo de 2020:
5 a 8 de março – Araxá (MG)
15 a 17 de maio – Petrópolis (RJ)
3 a 5 de julho – Congonhas (MG)
28 a 30 de agosto – Taubaté (SP)

 

 

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