Daniel Ottoni
@dottoni
17/05/21
07h11

Pensando na elite

JF Vôlei torce por 'mercado lento' para manter a base e reforçar elenco

Equipe da Zona da Mata ainda não tem garantias para se mexer, tanto em busca de renovações como para contratações de peças experientes

jf volei campeao superliga B
JF foi campeão sem perder um único jogo — Foto: Douglas Magno - Divulgação - JF Vôlei
jf mauricio bara volei
JF Vôlei volta para elite após três anos na 2ª divisão — Foto: Douglas Magno - Divulgação - JF Vôlei
Daniel Ottoni | @dottoni
17/05/21 - 07h11

O Juiz de Fora Vôlei reconhece a necessidade de reforçar seu elenco para fazer bonito na elite nacional na próxima temporada. Campeão da Superliga B no mês de abril, conseguindo o maior título da sua história, o time da Zona da Mata mineira, agora, tem alguns objetivos pela frente. 

Antes mesmo da temporada 2021/2022 começar, a diretoria não perde tempo para buscar patrocínios e apoiadores para dar importante suporte ao projeto. O time já conta com recursos garantidos da Lei de Incentivo ao Esporte (federal e estadual), mas tal montante de verba ainda é insuficiente para os gestores irem ao mercado e, até mesmo, iniciar as conversas com atletas do elenco campeão da segunda divisão. 

Os recursos já disponíveis encaminham bem a permanência da comissão técnica, encabeçada por Marcos Henrique do Nascimento, o Marcão, que tem conversas adiantadas para seguir no projeto. Mas o clube precisa de um suporte mais forte para manter sua base e ir atrás de reforços. 

"Não temos dúvida de que temos que montar um time mais forte. Manter a base é importante, mas queremos qualificar o elenco para jogar uma Superliga de maneira mais competitiva, quem sabe brigando para voltar aos playoffs. Essa qualificação do elenco virá de maneira natural", comenta o diretor Maurício Bara, lembrando da classificação inédita às quartas de final da Superliga na temporada 2016/2017. 

Mais que jogadores de qualidade, Bara quer a chegada de atletas que assimilem bem a essência do projeto, sabendo fazer parte de um time que tem o escudo acima de todos, com o nome atrás da camisa sendo algo complementar, mas não essencial.

"Os jogadores precisam entender a competição e a importância dela para o nosso projeto. Há uma equipe maior que todos os que estiverem aqui. Tivemos ótimas experiências com jogadores rodadas em outras temporadas e outras não tão valorosas. Precisamos escolher muito bem essas peças para fortalecer nosso DNA de dar chance para jovens se destacarem em grandes competições", pontua. 

Por mais que já esteja na busca por ajuda, o retorno ainda não é o esperado, com o tempo sendo um 'inimigo'. "Não podemos nos mexer muito ainda, podemos perder algumas peças, mesmo querendo muito manter a base. Torço para o mercado ficar lento para que isso aconteça, ainda não temos garantias, espero tê-las nas próximas semanas", admite Bara.

Alguns dos destaques do time na temporada foram o central Bruno, formado na base do Sada Cruzeiro e o ponta Celestino, que correspondeu também como oposto em alguns momentos. 

O título invicto da Superliga B foi a 'cereja do bolo' após a equipe conseguir o acesso com a presença na grande decisão. "Nosso maior objetivo era subir e o discurso para ser campeão foi crescendo. Entramos na história do projeto, graças a todo mundo que aceitou o desafio", pontua o gestor. 

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