Carta aberta ao anjo da guarda de Alan Franco: nunca precisei tanto de você. Brincadeiras à parte, escrevo esse texto pra dizer que tomei um susto ao ler, hoje mais cedo, a lista de relacionados do Atlético pro recomeço do Brasileirão, contra o Bahia, neste sábado. Basicamente, não temos primeiro volante. Dependemos de Alan Franco como nunca antes.
Patrick, grata surpresa do primeiro semestre, teve uma fratura por estresse e vai ficar fora por um bom tempo. Fausto Vera, nesse “vai, não vai”, novamente está fora da lista. Para a partida contra os baianos, além de Franco, temos Rubens e Gabriel Menino como “volantes” - e, cá entre nós, nenhum deles é camisa 5. Se a gente já precisava de um reforço por ali, agora já virou desespero.
O problema é que o Galo, se fosse uma pessoa, seria alguém com uma goteira enorme no meio da sala de estar mas, ao mesmo tempo, com o aluguel atrasado. E aí? Fecha o buraco no teto ou na conta bancária? Eis a questão. O trem tá feio, gente. Não sei o que é pior. Entrar no dificílimo mês de julho só com Franco de volante ou recomeçar os jogos com salários atrasados. Ambos os cenários me dão medo.
Mas é aquilo: estamos com medo, vamos com medo mesmo. Não temos outra opção, né? Cheguei a acreditar que o Galo conseguiria buscar pelo menos um volante nessa parada. Não aconteceu ainda. Hora de encarar. Que venha o Bahia e as deliciosas memórias de 2021. Já fomos muito felizes na Fonte Nova, quem sabe não vem mais um capítulo de alegria?
Apesar das preocupações, admito: estava com (muita) saudade do Galo. Se alguém me dissesse que na semana que vem teremos salários em dia e um novo volante titular, e me desse a chance de adiar o jogo, ainda assim eu manteria pra este sábado. A abstinência tá enorme. Não tem jeito, é nossa cachaça. Vamos nos render a ela, como sempre.
Vamos, Galo! Saudações.