TRIBUNAL DO JÚRI

Julgamento de homem acusado de matar e queimar corpo de ex-namorada é adiado em BH

O crime aconteceu em 2022, na região Nordeste da capital 

Por Raíssa Oliveira
Publicado em 10 de junho de 2024 | 09:47
 
 
 

O julgamento do homem acusado de matar e queimar a ex-namorada Brenda Rick Cândido, de 45 anos, foi adiado para o dia 27 de agosto deste ano. A audiência do réu estava marcada para esta segunda-feira (10 de junho), no Fórum Lafayette, na região Central de Belo Horizonte, mas foi adiada pela Justiça, que atendeu a um pedido da defesa. O crime aconteceu em 2022, na região Nordeste da capital.

A audiência chegou a ser iniciada às 8h30, desta segunda, com sorteio dos jurados, mas foi interrompida minutos depois a pedido dos advogados do réu. Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal do Júri, a equipe de defesa solicitou o adiamento do julgamento devido a um problema de transferência de arquivos do processo para os advogados. O pedido foi aceito pelo juiz Ricardo Sávio, que reagendou a audiência para 27 de agosto. 

O ex-companheiro da vítima é acusado de ser o mandante do crime. Ele é o único envolvido que ainda não foi a julgamento. Em junho do ano passado, um casal acusado de envolvimento na morte de Brenda foi condenado pelo Tribunal do Júri. Joelson Lauriano da Costa Filho recebeu uma pena de 23 anos e seis meses de prisão em regime fechado pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver. Já Aline dos Santos, companheira de Joelson, foi condenada a um ano e seis meses por ter ajudado a esconder o corpo da vítima.

O caso 

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais, Brenda foi vítima de feminicídio pelo ex-companheiro que não aceitava o fim do relacionamento. O suspeito teria se juntado a um casal de amigos para cometer o crime.

A mulher foi atraída e morta na casa dos suspeitos, no bairro Nazaré, na região Nordeste. Horas após o crime, o trio teria enrolado o corpo da vítima em um lençol e jogado em um local ermo no bairro Goiânia. O corpo de Brenda foi encontrado após dois moradores de rua afirmarem que visualizaram vários indivíduos retirando um saco preto de um carro e, posteriormente, ateando fogo. 

Conforme as investigações, o trio teria ainda tentado destruir provas do crime lavando o chão da casa onde Brenda foi assassinada. O casal ainda teria feito compras com o cartão alimentação da vítima.

Segundo a denúncia do MP, o crime foi praticado "mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que ela, desarmada e sem qualquer instrumento reativo, foi colhida no interior da residência dos denunciados, não mais saindo com vida". 

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