TABERNUS

Tráfico e corrupção em presídios de Minas: operação tenta cumprir mais de 60 mandados

Ação é realizada em oito cidades, sendo três em Minas (Juiz de Fora, Cataguases e Goianá) e cinco no Rio de Janeiro (Rio de Janeiro, São Gonçalo, Angra dos Reis, Mangaratiba e Três Rios)


Publicado em 11 de junho de 2024 | 09:56 - Atualizado em 11 de junho de 2024 | 09:56
 
 
 

Uma operação foi deflagrada na manhã desta terça-feira (11 de junho) pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com o apoio das forças de segurança, para desarticular quadrilhas responsáveis por corrupção e tráfico de drogas em presídios do Estado.

O objetivo da ação é cumprir 27 mandados de prisão, 36 de busca e apreensão, além de mandados de sequestro de veículos e de indisponibilidade financeira que somam R$ 13,3 milhões.

A operação, denominada "Tabernus", é realizada em oito cidades, sendo três em Minas (Juiz de Fora, Cataguases e Goianá) e cinco no Rio de Janeiro (Rio de Janeiro, São Gonçalo, Angra dos Reis, Mangaratiba e Três Rios).

Segundo o MPMG, são investigados crimes de corrupção ativa e passiva, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro envolvendo crimes praticados dentro dos presídios por agentes de segurança pública, servidores administrativos dessas unidades prisionais, traficantes, detentos e parentes de pessoas que integram esses grupos.

O MPMG afirma que a ação dessas quadrilhas permite a entrada de entorpecentes, de equipamentos de comunicação e de objetos ilícitos nos presídios. Aponta, ainda, que há a comercialização desses produtos nas unidades prisionais por valores muito superiores ao que são vendidos fora da cadeia.

A ação mobiliza cerca de 300 policiais e é realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Juiz de Fora em conjunto com as polícias Penal, Civil, Militar e Rodoviária Federal, além da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais, de agentes e servidores do Gaeco do Rio de Janeiro, da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público do Rio de Janeiro, de agentes e servidores dos Gaecos de Juiz de Fora e de Visconde do Rio Branco e de promotores de Justiça.

O nome da operação, "Tabernus", significa "bota" em latim, maneira como os policiais são chamados por detentos.

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