Hoje, 29 de agosto, é Dia Nacional de Combate ao Fumo. Uma data essencial para discutir a saúde e qualidade de vida do brasileiro e um chamado à ação. Atualmente, 15% da população brasileira, algo em torno de 20 milhões de homens e mulheres, são fumantes. Um percentual significativo, mas que já foi bem maior. Na década de 1950, cerca de metade dos brasileiros fumavam e, nos anos 1970, esse índice chegou a dois terços da população.

Desde então, houve avanço na conscientização dos riscos e na legislação, com vistas a assegurar meios de prevenção às doenças e à exposição ao fumo. Contudo, o Departamento de Análise Epidemiológica e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis (Daent) identificou um crescimento de 25% no percentual de fumantes no Brasil, apenas a segunda em uma longa trajetória de queda desde 2006. 

Essa quebra está relacionada ao acesso dos mais jovens ao fumo. O Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad) mostra que 37,6% das pessoas experimentaram o fumo pela primeira vez antes dos 14 anos. E, mais recentemente, sobretudo por meio dos dispositivos eletrônicos, como vapes. Dos 15% de fumantes brasileiros, 3,7% usam exclusivamente cigarros eletrônicos ou dispositivos semelhantes e 1,9% o conjugam com cigarros e outros produtos tradicionais.

Os dispositivos eletrônicos foram criados como forma de facilitar a transição para uma vida sem tabaco e nicotina, mas não é o que se tem percebido na prática. Neste cenário, a retomada do fumo tem implicações graves na saúde.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, quem fuma tem de 2 a 4 vezes mais chances de desenvolver doenças cardíacas ou AVC, 12 a 13 vezes mais chances de apresentar bronquite ou enfisema e até 23 vezes mais chances de ter câncer de pulmão. Logo, vê-se que não é à toa que 477 pessoas morrem por dia em função de doenças ligadas ao fumo.

Adotar hábitos saudáveis, orientar crianças e jovens sobre os efeitos do cigarro na saúde e parar de fumar são garantias de um futuro saudável. E não há data melhor para começar do que hoje.