Após acidente que deixou nove mortos e 10 feridos na BR-251, em Grão Mogol, no Norte de Minas, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), usou as redes sociais para criticar o Governo Lula. O mandatário afirmou que as obras na rodovia seguem travadas pela "burocracia do governo federal". O Ministério dos Transportes e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) apresentaram em janeiro deste ano o projeto de concessão da BR-251.
"Nove vidas perdidas e dez feridos na BR-251, uma das mais letais do país, em mais um trágico acidente. Minha solidariedade às famílias. A rodovia foi incluída no PAC, mas segue travada pela burocracia do governo federal. Até quando essa estrada vai ser sinônimo de luto?", escreveu o governador.
A reportagem procurou o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), que informou que a via está em processo de concessão e, até que a empresa vencedora do leilão assuma a gestão, o órgão seguirá responsável pelos serviços rotineiros de manutenção e conservação. No entanto, o DNIT orientou que eventuais questionamentos sobre a rodovia sejam direcionados à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que foi procurada, mas não respondeu até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.
BR-251
A BR–251 foi inaugurada no fim da década de 90 e é uma das principais ligações do Triângulo ao norte de São Paulo e Distrito Federal, por meio da BR–356, e para o Nordeste brasileiro, ao ligar-se com a BR–116. De acordo com o site da Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams), cerca de 15 mil veículos de carga trafegam pela pista diariamente.
O Ministério dos Transportes e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) apresentaram em janeiro deste ano o projeto de concessão das BRs 116 e 251, prevendo duplicação de 178,47 km de pistas, num investimento que passará de R$ 12 bilhões em 30 anos. A expectativa é de que o leilão ocorra até o ano que vem.
Do projeto, pouco mais de 24 km de duplicações ocorrerão na BR–251, sendo algo em torno de 10 km na Serra de Francisco Sá, e, mesmo assim, a partir do terceiro ano de concessão. Informações que frustraram os representantes da Amams e caminhoneiros, que esperavam duplicação de todo a extensão da BR–251.