BRASÍLIA - O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enviou uma mensagem a aliados na manhã deste domingo (13) confirmando que passaria por uma cirurgia. A informação é da CNN. A intervenção começou às 8h e é realizada no Hospital DF Star, em Brasília, onde ele está internado desde a noite de sábado (12).

“Domingo, logo mais, às 08h me submeto a mais uma cirurgia, ainda decorrente da facada de 06/set/2018. Ao meu lado, o bispo JB Carvalho e bons médicos e enfermeiros. Se Deus quiser, tudo ocorrerá bem”, escreveu Bolsonaro na mensagem enviada pelo WhatsApp. 

Um boletim médico do hospital informou que o procedimento realizado em Bolsonaro é chamado de laparotomia exploradora e feito para liberação de aderências intestinais e reconstrução da parede abdominal. A decisão pelo procedimento foi tomada após reavaliação clínico-cirúrgica com novos exames laboratoriais e de imagem que mostraram quadro de subobstrução intestinal. 

O comunicado foi assinado pelos médicos Cláudio Birolini (chefe da equipe cirúrgica), Leandro Echenique (cardiologista), Ricardo Camarinha (cardiologista), Guilherme Meyer (diretor médico do Hospital DF Star) e Allisson Barcelos Borges (diretor-geral do Hospital DF Star). 

Bolsonaro passou mal após sentir fortes dores na sexta-feira (11) na cidade de Santa Cruz, no Rio Grande do Norte. No mesmo dia, ele foi transportado de helicóptero para Natal, distante cerca de 122 km. Na noite de sábado (12), Bolsonaro foi transferido para o DF Star, em Brasília. 

O médico Leandro Echenique adiantou, no sábado, como seria o procedimento cirúrgico. “É uma cirurgia aberta, que vai corrigir essa parte da obstrução das alças [intestinais]. Vai tirar a tela que ele tem, recolocar, então vai ser feita [a desobstrução]. É uma cirurgia bem extensa. Veja bem, é um abdome que já foi muito manipulado, desde 2018, quando ocorreu a facada”, disse.  

Ainda na sexta-feira, o médico Luiz Roberto Fonseca, diretor do Hospital Rio Grande, onde Bolsonaro ficou em Natal, afirmou que o ex-presidente apresentou um quadro de distensão abdominal, em uma condição de semioclusão intestinal. Na prática, o diagnóstico é de obstrução parcial do intestino, dificultando a eliminação de gases e fezes e provocando inchaço e dores.  

O médico particular de Bolsonaro, o médico Antonio Luiz Macêdo, chegou a declarar que os sintomas são compatíveis com uma paralisia intestinal, quando o intestino deixa de funcionar de forma temporária e prejudica, inclusive a digestão.  

O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho do ex-presidente, também declarou que o quadro foi “avaliado com reflexos de aderências (consequências permanentes da facada que sofreu)”.  

As aderências são motivadas pelo processo de cicatrização das cirurgias que o ex-presidente fez depois da facada. No caso de Bolsonaro, podem ser entendidas como uma fixação de parte do intestino em outro órgão, prejudicando a mobilidade intestinal. 

O episódio da facada foi em 6 de setembro de 2018, durante campanha eleitoral em Juiz de Fora (MG). Desde então, o ex-presidente já passou por cerca de seis cirurgias, com algumas relacionadas diretamente às condições da facada.