O eletricista e taxista Alan Diego dos Santos Rodrigues confessou, na quinta-feira (19), ter colocado a bomba em um caminhão perto do aeroporto de Brasília na véspera de Natal. Ele disse ainda que recebeu o artefato do empresário George Washington de Oliveira, preso em 24 de dezembro, no acampamento de bolsonaristas em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília.
Alan Diego se entregou em uma delegacia da Polícia Civil de Mato Grosso na tarde de terça-feira (17), onde confessou a tentativa de explodir uma bomba em um caminhão-tanque com mais de 60 mil litros de combustível que estava parado perto do aeroporto de Brasília.
Dois dias após se entregar à polícia mato-grossense, Alan Diego detalhou, em depoimento ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado da Polícia Civil do Distrito Federal, o crime. Depois do interrogatório, ele foi levado para o presídio da Papuda, onde permanecerá à disposição da Justiça.
As investigações comprovaram o envolvimento de Alan Diego no atentado frustrado, com imagens de câmeras de segurança registrando o eletricista deixando a bomba no local.
Segundo a Polícia Civil do DF, o depoimento de Alan Diego confirmou a versão de George Washington, que tinha dito que a ideia de instalar uma bomba partiu do eletricista no acampamento do QG.
O empresário produziu a bomba e repassou o artefato ao eletricista e ao jornalista Wellington Macedo de Souza, que está foragido, e foi quem dirigiu o carro até as proximidades do aeroporto.
Penas do trio que poalnejou atentado podem chegar a seis anos de prisão
Os três suspeitos tornaram-se réus na segunda-feira (16) pelo crime do Artigo 251 do Código Penal, que trata de colocar em risco a vida, a integridade física ou o patrimônio por meio de explosão. A pena nesse caso é de prisão de três a seis anos, e multa.
George Washington também foi denunciado por ter sido encontrado com armas e munições. No caso do porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, a pena de prisão é de dois a quatro anos. Com relação às armas de uso restrito, a pena é de três a seis anos de cadeia.
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